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Sem Eduardo Bolsonaro, direita articula candidaturas ao Senado para enfrentar dupla de Lula

A direita busca novas candidaturas ao Senado após a saída de Eduardo Bolsonaro

A estratégia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de garantir de três a quatro cadeiras no Senado com membros da sua família foi comprometida pelas decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a atuação de Eduardo Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos. Eduardo, que era o principal nome da direita paulista, deixou um vácuo no partido em um ano eleitoral, marcado pela disputa por duas vagas de senadores por estado.

De acordo com Eduardo, sua permanência nos Estados Unidos se deve à perseguição do Judiciário brasileiro, em especial do ministro Alexandre de Moraes. Com isso, os partidos de direita e centro-direita começaram a reavaliar suas candidaturas ao Senado em São Paulo. O apoio do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) é considerado crucial pelos pré-candidatos, que planejam percorrer as cidades paulistas ao lado do atual chefe do Executivo estadual durante a campanha de reeleição.

Em nível nacional, as siglas conservadoras buscam uma maioria no Senado para viabilizar a aprovação de pautas da direita, incluindo a possibilidade de impeachment de ministros do Supremo. Em resposta, o governo Lula tem escalado ministros de destaque para disputas em diversos estados.

No cenário paulista, o presidente não descarta a possibilidade de lançar nomes fortes do primeiro escalão do governo, como os ministros Fernando Haddad (PT), Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (MDB). O objetivo é montar uma chapa de oposição à reeleição de Tarcísio e contrabalançar o avanço da direita no Senado.

A articulação do PT acendeu um sinal de alerta na direita paulista, especialmente no PL, que ainda não definiu um candidato para substituir Eduardo. O União Progressista já lançou a pré-candidatura de Guilherme Derrite (PP), ex-secretário de Segurança Pública de Tarcísio. Além dele, o deputado federal Ricardo Salles (Novo), ex-ministro do governo Bolsonaro, também se coloca como pré-candidato ao Senado.

Faltando menos de oito meses para as eleições, o PL ainda busca um nome para a disputa. Entre os possíveis substitutos de Eduardo, estão o deputado federal Mário Frias e o deputado estadual Gil Diniz, ambos do partido. Frias, que mantém uma relação próxima com Eduardo, foi citado como uma opção viável e teve seu nome mencionado em uma entrevista à CNN Brasil.

Embora tenha sido mencionado, Frias não confirmou sua pré-candidatura e defendeu publicamente Eduardo como a escolha natural para representar São Paulo. Gil Diniz, conhecido como “carteiro reaça”, foi procurado, mas não se manifestou.

A deputada federal Rosana Valle, presidente do PL Mulher em São Paulo e apoiada por Michelle Bolsonaro, também é cogitada para a candidatura ao Senado. Ela destacou que estará disponível para o partido, independentemente da posição que ocupar nas eleições e que a decisão será tomada pelos líderes do PL.

Nenhum dos nomes citados é oficialmente pré-candidato, já que a definição caberá ao partido, liderado por Valdemar Costa Neto, com a participação direta de Eduardo. A composição da chapa ao governo do estado também será um fator decisivo, com o PL, PSD e MDB interessados na indicação de um candidato a vice-governador.

O vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo, foi cogitado, mas já descartou a possibilidade, optando por permanecer em seu cargo.

Guilherme Derrite reafirmou sua aliança com Tarcísio, apesar das especulações de rompimento após mudanças na Secretaria de Segurança Pública. Eles se encontraram em Brasília para discutir as eleições, e Tarcísio reiterou seu apoio a Derrite para o Senado.

O deputado federal Ricardo Salles também confirmou sua pré-candidatura e alertou sobre os riscos de divisão de votos da direita. Ele enfatizou a necessidade de união para não facilitar a vida da esquerda, reafirmando sua disposição de continuar na corrida.

A disputa pelo Senado em 2026 promete ser uma das mais significativas da história do Brasil, com movimentações intensas entre os partidos.


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