tribunadonorte RN

Secretaria de Saúde descarta caso de monkeypox em paciente potiguar

A Secretaria Municipal de Saúde de Mossoró anunciou, por meio de uma nota publicada nesta quarta-feira (25), que uma paciente internada com suspeita de mpox teve resultado negativo para a doença. Ela foi admitida na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Alto de São Manoel no último dia 20 de fevereiro.

A mulher apresentou sintomas compatíveis com a doença ao chegar na UPA. A Prefeitura seguiu rigorosamente os protocolos do Ministério da Saúde, isolando a paciente, administrando medicações e realizando exames laboratoriais. O material coletado foi enviado para análise em Natal, e o resultado negativo descartou a suspeita de monkeypox.

“Desde o primeiro atendimento, a Secretaria Municipal de Saúde monitorou o caso, seguindo todos os protocolos estabelecidos pela Vigilância em Saúde e pelo Ministério da Saúde. A paciente recebeu a assistência necessária, os exames foram realizados e, com o resultado negativo, a suspeita foi descartada”, afirmou a secretária de Saúde, Morgana Dantas.

A mpox é uma doença viral originada do vírus monkeypox, que pertence à mesma família da varíola. A transmissão ocorre principalmente através do contato direto com lesões cutâneas, fluidos corporais ou objetos contaminados.

No Brasil, foram confirmados 88 casos do vírus mpox, com a maioria dos registros no estado de São Paulo, que contabiliza 62 casos desde janeiro. Outros estados com registros incluem Rio de Janeiro (15), Rondônia (4), Minas Gerais (3), Rio Grande do Sul (2), Paraná (1) e Distrito Federal (1). A maioria dos casos apresenta quadros leves a moderados, sem registro de óbitos. Em 2025, o país teve 1.079 casos e 2 mortes, conforme dados do Ministério da Saúde.

A doença, causada pelo vírus monkeypox, se espalha por contato próximo com lesões, fluidos corporais, sangue ou mucosas de indivíduos infectados. O sintoma mais comum é uma erupção cutânea semelhante a bolhas ou feridas, que pode persistir de duas a quatro semanas. Outros sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, dor nas costas, apatia e gânglios inchados. As erupções podem afetar diversas partes do corpo, como o rosto, palmas das mãos, solas dos pés e áreas genitais.

A transmissão do vírus ocorre de pessoa para pessoa por meio de contato próximo, como falar ou respirar próximos, o que pode gerar gotículas ou aerossóis. O contato pele a pele, seja por toque ou relações sexuais, também é uma via de contágio. O compartilhamento de objetos contaminados pode contribuir para a disseminação da doença. O período de incubação, que é o intervalo entre o primeiro contato com o vírus e o surgimento dos sintomas, varia tipicamente de 3 a 16 dias, podendo chegar a 21 dias.

Ao perceber os sintomas, é fundamental buscar uma unidade de saúde para a realização de exames laboratoriais, que são a única forma de confirmação da doença. O diagnóstico deve considerar outras condições, como varicela zoster, herpes simples, infecções bacterianas e outras doenças cutâneas.

O tratamento visa aliviar os sintomas, prevenir complicações e evitar sequelas. A maioria dos casos apresenta sintomas leves a moderados e, até o momento, não há medicamento aprovado especificamente para a mpox. A prevenção envolve evitar o contato direto com pessoas suspeitas ou confirmadas da doença. Em situações onde o contato é necessário, recomenda-se o uso de luvas, máscaras, aventais e óculos de proteção.


← Voltar para as notícias