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Vicente Serejo

Ando por aqui desde domingo. Como Deus permite e a saudade pede. Não tenho grandes objetivos neste que é frequentemente chamado de sétimo maior centro econômico do mundo. Para ser honesto, não disponho de riquezas que permitam grandes resoluções aqui. Um jornalista aposentado tem como meta não ultrapassar o que os burocratas chamam de proventos. Palavra chata, mas verdadeira. O bom dever, aprendi com meu pai, é viver com moderação.

Minha agenda é simples: passear com Rejane, encontrar alguns amigos e viver aquilo que Natal nos nega, como um castigo: ir à banca de revistas diariamente. Compro jornais e revistas que não chegam por lá. Uma ou outra livraria, alguns restaurantes que não sejam caros e, por que não admitir, com um certo cuidado enquanto meus olhos vagam pelas ruas dessa metrópole.

A minha São Paulo tem mais de um século. É aquela da ‘Pauliceia Desvairada’, de Mário de Andrade, lançada em 1922, mas que só se tornou conhecida em meados daquele ano, durante a Semana de Arte Moderna. É um marco do Modernismo, rompendo com a rigidez das métricas e rimas parnasianas. O segundo grande trabalho de Mário, ‘Macunaíma’, só surgiria em 1928, apresentando a rapsódia do “herói sem nenhum caráter”.

Mário era professor de piano no Conservatório Dramático e Musical, lidando com um orçamento apertado. Seu desvario foi impresso na antiga Casa Mayença, uma tipografia sem o prestígio de uma editora renomada. A edição original não tinha boa qualidade. Hoje, é um exemplar raro, com uma capa peculiar e singularidades editoriais que menciono de memória, o que traz seu risco.

Convicto do marioandradismo, passei anos buscando a edição de ‘Pauliceia’ lançada nos EUA. Hoje, isso é mais fácil. O tradutor, Jack E. Tomlins, enfrentou um dilema: não achou pertinente manter ‘Desvairada’ na versão em inglês, optando por ‘Hallucinated City’, que traduz a ideia de desvario de forma diferente.

Por hoje, é isso. Às vezes, nos deixamos levar pelo próprio desvario e acabamos em longas reflexões que interessam a poucos. Contudo, vale lembrar os versos de Mário de Andrade à sua cidade, que chamava de Saudade, em seu icônico poema “Inspiração”: “São Paulo! / Comoção da minha vida… / Galicismo a berrar nos desertos da América”.

A pesquisa, não registrada, é para consumo interno, ouvindo o eleitor sobre duas questões ainda não reveladas abertamente, ambas relacionadas à chapa de senador.

A primeira busca medir a viabilidade da candidatura do deputado Ezequiel Ferreira ao Senado, sem que ele concorra com Fátima Bezerra, que já se declarou candidata.

A segunda sondagem interna visa avaliar a chance do ex-deputado Flávio Rocha disputar o senado ao lado de Styvenson Valentim, caso Ezequiel Ferreira não aceite ser o candidato.

Se não contar com Flávio Rocha e Ezequiel Ferreira, uma alternativa pode ser o coronel e deputado federal Hélio Oliveira. O cargo não pode ficar vago.

A grande disputa nas eleições de 2026 deve envolver Natália Bonavides e Nina Souza. Os orixás das premonições indicam que a luta será em torno de 150 a 200 mil votos.

O reajuste de 5% para os funcionários da Assembleia Legislativa será aplicado a partir deste mês de março. A medida foi aprovada pela mesa e visa corrigir os valores conforme a inflação.

No artigo de Thiago Silvério, publicado na revista da editora Ubu, destaca-se a ideia de que “A delicadeza da mudança está entre o desejo e o repouso”.

Ouvi do filósofo melancólico Nino, no Beco da Lama, ao ver uma jovem passar: “A carne pode ser criada pela Bíblia, mas é a morada do pecado”.

O leitor pode não acreditar, mas Zorro acaba de ressuscitar. Essa afirmação não é fruto do entusiasmo do cronista, mas da nova edição lançada pela **Pipoca & Nanquim


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