Alberto Feliz de Oliveira

Saiba quem são os diretores do Banco Master presos pela PF nesta terça

Diretores do Banco Master são presos pela PF

Na manhã desta terça-feira, 18 de novembro de 2025, a Polícia Federal (PF) prendeu o presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, e quatro diretores da instituição em uma operação que investiga um esquema de fraudes financeiras.

A detenção ocorreu poucas horas após o grupo de investimento Fictor Holding Financeira anunciar a compra do Banco Master, e pouco mais de um mês depois de o Banco Central ter vetado a aquisição pelo Banco de Brasília (BRB).

Foram expedidos e cumpridos sete mandados de prisão, com a lista dos detidos incluindo:

Daniel Bueno Vorcaro, presidente

Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e sócio

Luiz Antônio Bull, diretor de Riscos, Compliance, RH, Operações e Tecnologia

Alberto Felix de Oliveira Neto, superintendente executivo de Tesouraria

Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, um dos sócios

Além deles, André Felipe de Oliveira Seixas Maia e Henrique Souza Silva Peretto, sócios de empresas ligadas ao esquema, também foram presos.

Em decorrência da operação, o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e o diretor-executivo de finanças e controladoria foram afastados de seus cargos por 60 dias, conforme determinação judicial.

As investigações tiveram início em 2025, após o Banco Central enviar um relatório com suspeitas sobre a gestão da instituição.

Na manhã de hoje, o BC emitiu um comunicado informando sobre a liquidação extrajudicial do Banco Master e a indisponibilidade dos bens dos controladores e ex-administradores. Essa medida interrompe automaticamente o processo de compra.

A liquidação extrajudicial é um procedimento adotado pelo Banco Central quando uma instituição financeira não apresenta condições de operação. Um liquidante assume o controle, encerra as atividades, vende os ativos e paga os credores até extinguir a entidade.

O negócio com o grupo Fictor envolvia investidores dos Emirados Árabes Unidos e previa um aporte imediato de R$ 3 bilhões para fortalecer o caixa do Banco Master, que enfrenta dificuldades financeiras. Contudo, essa compra ainda precisava da aprovação do Banco Central e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).


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