Saiba quais são os riscos da retatrutida, caneta emagrecedora ainda em fase de estudos
Riscos da Retatrutida: A Caneta Emagrecedora em Estudo
O uso da retatrutida, uma nova substância apresentada em forma de caneta para emagrecimento, tem ganhado destaque nas redes sociais. No entanto, é importante ressaltar que a retatrutida ainda não recebeu aprovação em nenhum país, permanecendo em fase de testes clínicos.
Em 2023, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu a comercialização de produtos contendo essa substância. O FDA (Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA) também alertou que a retatrutida não pode ser utilizada em farmácias e não está autorizada.
O EMA (Agência Europeia de Medicamentos) emitiu um aviso sobre a venda ilegal de canetas emagrecedoras, enfatizando que o uso desses produtos pode resultar em sérios riscos à saúde, incluindo falhas no tratamento e interações perigosas com outros medicamentos.
A retatrutida, de propriedade da Eli Lilly, atua como agonista dos receptores GLP-1, GIP e glucagon, mostrando-se mais potente que alternativas como a semaglutida e a tirzepatida. Estudos preliminares no The New England Journal of Medicine indicaram que os participantes da fase dois do estudo perderam, em média, mais de 24% do peso corporal, superando os 20% observados com o uso do Mounjaro.
Contudo, a substância ainda precisa passar por diversas etapas antes de sua possível comercialização. Atualmente na fase três de testes, a retatrutida está sendo avaliada quanto à segurança e eficácia em humanos, além de requerer a aprovação de agências reguladoras.
O endocrinologista Alexandre Hohl alerta para os perigos da venda clandestina e do uso de medicamentos ainda em pesquisa. Embora os resultados iniciais sejam promissores, os riscos associados à substância permanecem desconhecidos.
Hohl destaca que as impurezas presentes nos produtos não regulamentados podem desencadear reações adversas graves, como doenças autoimunes ou câncer, um problema que não se limita apenas à retatrutida, mas se estende a outras substâncias produzidas ilegalmente.
O coordenador da SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia), Paulo Miranda, também menciona os riscos relacionados ao uso de medicamentos não aprovados. Ele enfatiza a importância do controle sanitário e da produção em ambientes estéreis para minimizar o risco de infecções e reações alérgicas.
A venda de substâncias ainda não autorizadas e patenteadas é considerada crime. A advogada Lays Serpa ressalta que essa prática não apenas infringe direitos de propriedade intelectual, mas também coloca a vida das pessoas em risco. O comércio de canetas emagrecedoras sem controle sanitário é uma preocupação crescente.
A Eli Lilly do Brasil declarou que a retatrutida está disponível apenas para participantes de ensaios clínicos, e qualquer alegação contrária representa uma violação da lei.
Portanto, é fundamental que os consumidores estejam cientes dos riscos envolvidos e evitem o uso de produtos não autorizados, priorizando sempre a saúde e o bem-estar.
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