Rússia não deve apoiar militarmente o regime iraniano, diz professora
Rússia deve evitar apoio militar ao Irã, afirma especialista
A Rússia, embora seja um aliado histórico do Irã, não deve prestar apoio militar direto ao regime iraniano em um possível confronto com os Estados Unidos e Israel. Essa é a análise de Ana Carolina Marson, professora de Relações Internacionais da FESPSP (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo), durante entrevista à CNN Brasil.
Marson destaca que, mesmo com o recente acordo de treinamento e fornecimento de armamentos, o governo russo deve permanecer afastado de um envolvimento direto. "Eu não acredito que a Rússia vá se envolver diretamente, o Irã vai se ver bastante isolado nesse confronto", declara a especialista.
A professora relaciona a postura russa com o atual cenário geopolítico. "A Rússia está em guerra aberta com a Ucrânia há quatro anos. E Donald Trump, na presidência dos Estados Unidos, tem apoiado Vladimir Putin", observa Ana Carolina, lembrando episódios recentes em que Trump pressionou o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky a ceder território à Rússia.
A China também deve se manter afastada
A China, outro aliado significativo do Irã, também deve evitar intervenções militares na região, conforme aponta Ana Carolina. Segundo a professora, o país asiático tem se manifestado apenas por meios diplomáticos em relação aos conflitos recentes no Oriente Médio.
"A China tem um ponto muito importante, que é a questão de Taiwan", explica Marson, mencionando que o governo chinês questiona a autonomia de Taiwan desde a Revolução Chinesa e tem preocupações com seu entorno regional, incluindo disputas no Mar do Sul da China.
Para a especialista, tanto Rússia quanto China devem restringir suas ações ao nível da retórica, sem adotar medidas de apoio militar ao Irã. "Nós vemos que fica exatamente nisso, no campo da retórica, não parte para algo mais prático", finaliza.
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