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Roraimenses vivem momentos de tensão no México em meio a onda de violência após morte de narcotraficante

Roraimenses enfrentam tensão no México após onda de violência

Brasileiros que estavam no México vivenciaram momentos de apreensão devido a uma onda de violência que tomou conta do país no último domingo (22). Entre eles está o professor e escritor Aimberê Freitas, que viajou a turismo com sua família.

A viagem, planejada para se estender até a próxima semana, foi interrompida. Diante dos ataques das facções criminosas, a família decidiu antecipar o retorno ao Brasil.

Os incidentes começaram após a morte de Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, líder do cartel Jalisco Nova Geração, durante uma operação militar. Essa ação provocou reações violentas em várias regiões, incluindo incêndios a veículos, bloqueios em rodovias, destruição de prédios públicos, além da suspensão de aulas e cancelamento de voos.

As autoridades locais recomendaram que moradores e turistas ficassem em casa. Aimberê, que está na Cidade do México, comentou sobre a situação em entrevista à FolhaBV:

“Aqui na Cidade do México, onde estamos hospedados, não houve registros de ataques, mas estamos bem apreensivos. Como turistas de Roraima, não estamos acostumados a esse tipo de ocorrências. Ficamos extremamente preocupados e começamos a buscar meios de retornar ao Brasil. As companhias aéreas não estão atendendo e os aeroportos foram fechados. A recomendação dos governos foi que os cidadãos não saíssem de casa. A situação se tornou caótica”, disse.

O professor também criticou a falta de assistência diplomática aos brasileiros. Ele relatou que a família tentou contato com a Embaixada do Brasil e o Consulado, mas não obteve retorno.

“Procurei a embaixada do Brasil aqui no México e não fui recebido. Não houve resposta. Fomos encaminhados ao consulado, mas lá a situação foi ainda pior, pois não abriram as portas ou deram orientações. A assistência do Brasil a seus cidadãos neste momento foi lamentável. Enquanto isso, países da Europa, Canadá e Estados Unidos estavam mobilizados para ajudar seus cidadãos”, afirmou.

A família aguarda a normalização da situação e planeja se deslocar até Cancún. A expectativa é conseguir embarcar de volta ao Brasil nos próximos dias, caso as operações aéreas sejam retomadas.


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