Roraima registra aumento de quase 39% nos casos de feminicídio e tem uma das maiores taxas do país
Aumento nos Casos de Feminicídio em Roraima
O estado de Roraima registrou um total de 50 feminicídios consumados e tentados em 2025, refletindo um aumento de quase 39% em comparação com os 36 casos do ano anterior. Os dados fazem parte do Relatório Anual de Feminicídios no Brasil 2025, divulgado pelo Laboratório de Estudos de Feminicídios da Universidade Estadual de Londrina.
Roraima destaca-se entre os quatro estados com as maiores taxas proporcionais do país. Com uma taxa de 16,2 feminicídios por 100 mil mulheres em 2025, o estado superou a taxa de 12,5 registrada em 2024, com um aumento de 3,9 pontos.
Esses números colocam Roraima atrás apenas de Mato Grosso (20,0), Amapá (19,6) e Acre (16,4) em termos de taxa proporcional. A média nacional foi de 6,3 casos por 100 mil mulheres, indicando que o estado apresenta um índice 2,5 vezes maior.
A nível nacional, 2025 se tornou o ano com o maior registro de feminicídios desde o início do monitoramento, totalizando 6.904 casos, um aumento de 34% em relação a 2024, que teve 5.150 casos. Destes, 2.149 foram feminicídios consumados e 4.755 tentados.
O relatório revela que a maioria dos crimes ocorre no ambiente doméstico, com 66,6% dos feminicídios registrados em residências, sendo 38,25% na casa da vítima e 21,52% na residência do casal.
Outro dado alarmante é a relação entre vítima e agressor: em 46,28% dos casos, os crimes foram cometidos por companheiros ou pessoas com vínculo íntimo, e 33,15% por ex-companheiros. Assim, 75,48% dos casos são classificados como feminicídio íntimo.
A faixa etária mais afetada é de 25 a 34 anos, representando 30,9% das vítimas, com uma mediana de idade de 33 anos. Além disso, 30% dos casos envolvidos tiveram crianças ou adolescentes como testemunhas, e 69% das vítimas eram mães, com 101 mulheres grávidas no momento do crime. O relatório também aponta que 1.653 crianças ficaram órfãs em 2025.
Quanto ao método empregado, a arma branca foi utilizada em 48,74% dos casos no Brasil.
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