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Romero Jucá assina manifesto do MDB contra aliança com Lula em 2026

O ex-senador Romero Jucá, presidente estadual do MDB-RR, assinou, nesta terça-feira (3), um manifesto nacional que se opõe a uma aliança com o presidente Lula nas eleições de 2026.

O documento defende que o partido mantenha neutralidade na disputa presidencial e já possui o apoio de mais 17 presidentes de executivas estaduais, além de diversas lideranças nacionais.

Na tarde de hoje, Jucá se reuniu com o presidente nacional do MDB, o deputado federal Baleia Rossi, para discutir o tema e, logo em seguida, formalizou sua adesão ao manifesto, que pede a independência do partido nas eleições presidenciais e prioriza as disputas regionais e legislativas.

Os signatários do manifesto destacam que, desde 1966, o MDB tem um compromisso firme com a democracia, tanto internamente quanto externamente. Eles ressaltam a importância de respeitar a pluralidade de opiniões em seus diretórios regionais e entre suas lideranças, assim como a voz dos eleitores em todo o País.

O documento critica o ambiente político polarizado dos últimos anos, afirmando que o debate público tem sido dificultado por ideologias extremistas, que o partido sempre rechaçou. O texto enfatiza que os sucessos do MDB foram alcançados através da moderação e do respeito às diferenças.

Diante das especulações sobre o posicionamento do MDB na corrida presidencial, o grupo defende a autonomia dos diretórios e do partido como um todo, com foco nas eleições regionais e nas composições para as Casas Legislativas.

Em uma entrevista à Folha BV, Jucá já havia antecipado sua posição, afirmando que o partido deve apoiar um candidato da centro-direita, especialmente em Roraima, e mencionou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como uma possível opção de apoio.

Jucá criticou o governo Lula, afirmando que ele "está pedindo para perder", devido à má condução da economia e da política, o que impacta seriamente a vida das pessoas.

Ele também reiterou que a estratégia do MDB deve ser o fortalecimento da bancada no Congresso Nacional. Apesar de reconhecer que, nas atuais circunstâncias políticas, o MDB pode não conseguir formar a maior bancada, acredita que pode reunir uma bancada de alta qualidade, contribuindo assim para o desenvolvimento do País.


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