Rogério Marinho visita Bolsonaro na Papudinha em março
Rogério Marinho tem autorização para visitar Bolsonaro na Papudinha
O senador Rogério Marinho (PL) recebeu autorização para visitar Jair Bolsonaro (PL) na Papudinha, onde o ex-presidente cumpre uma pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe. A permissão foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na quinta-feira, 19 de janeiro.
Além de Marinho, outros parlamentares também receberam autorização para visitar o ex-presidente, incluindo os deputados federais Marco Feliciano (PL-SP) e Bia Kicis (PL-DF). As visitas estão programadas para ocorrer entre os dias 11 e 25 de março, com Marinho agendado para o último dia, em horário a ser definido. Confira a lista dos autorizados:
• Anderson Luís de Moraes, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio de Janeiro, no dia 11 de março, das 8h às 10h;
• Bia Kicis, no dia 14 de março, das 8h às 10h;
• José Vicente Santini, assessor especial do governador de São Paulo, no dia 18 de março, das 8h às 10h;
• Marco Feliciano, no dia 21 de março (sem horário definido);
• Rogério Marinho, no dia 25 de março (sem horário definido).
Marinho, que foi ministro do Desenvolvimento Regional durante o governo de Bolsonaro, entre 2020 e 2022, é considerado um dos principais aliados do ex-presidente. Recentemente, ele se apresentou como pré-candidato ao governo do Rio Grande do Norte, mas retirou sua candidatura em janeiro para apoiar Álvaro Dias (Republicanos) e se concentrar na coordenação de campanha presidencial do filho de Flávio Bolsonaro.
Antes de desistir da candidatura, Marinho defendia a adoção de “medidas impopulares” caso fosse eleito, incluindo a privatização da Caern, o fim do aumento real de salários para servidores e um Plano de Demissão Voluntária para os trabalhadores do estado.
Em uma visita anterior a Bolsonaro, no início de fevereiro, Marinho declarou à imprensa que o ex-presidente acredita na vitória do filho para a presidência e que, se Flávio vencer, ele concederá indulto a todos os condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro.
Marinho também mencionou que Bolsonaro está tranquilo em relação à possibilidade de perder sua patente militar em um julgamento no Superior Tribunal Militar (STM). O Ministério Público Militar (MPM) entrou com ações para a perda do oficialato contra Bolsonaro, que é capitão da reserva do Exército, e outros generais condenados pelo STF na ação penal relacionada à trama golpista.
Bolsonaro e mais seis aliados começaram a cumprir pena em 25 de novembro após condenação do STF. A Primeira Turma do STF, por 4 votos a 1, condenou os réus pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, além de deterioração de patrimônio tombado.
Os demais condenados incluem Walter Braga Netto, ex-ministro de Bolsonaro; Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça; Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; e Alexandre Ramagem.
O ex-presidente estava inicialmente cumprindo pena na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal e foi transferido em janeiro para o 19º Batalhão da Polícia Militar – PMDF, conhecido como Papudinha.
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