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Risco de morte em atividade física excessiva

A realização de exercícios físicos em excesso pode comprometer a saúde cardiovascular, conforme revelam estudos realizados na Alemanha e na Suécia. Pesquisadores alemães identificaram que a prática excessiva de atividades físicas pode elevar o risco de morte por infarto ou acidente vascular cerebral em indivíduos com problemas cardíacos, segundo o site Daily Mail.

O autor e humorista Mark Twain, que viveu até os 75 anos, costumava dizer que a única atividade física que precisava era carregar caixões de amigos que se exercitavam regularmente. No entanto, a crença de que passar o dia sentado é prejudicial se tornou comum, associando o sedentarismo a problemas de saúde e promovendo a ideia de que correr é a solução para quase tudo.

O biólogo evolucionista Daniel E. Lieberman, da Universidade de Harvard, discorda dessa visão em seu livro “Exercício”. Ele argumenta que os humanos não foram biologicamente projetados para correr e que sentar-se, ao contrário do que muitos acreditam, é uma atividade natural para nossa espécie.

Lieberman ressalta que, ao longo da evolução, nossos antepassados não tinham necessidade de permanecer em pé por longos períodos ou praticar atividades físicas intensas por prazer. O comportamento comum era sentar em volta de uma fogueira, descansar e interagir socialmente. Isso significa que o repouso era uma estratégia de sobrevivência, não um sinal de preguiça.

Nossos ancestrais caminhavam mais de 10 quilômetros diariamente, não para se exercitar, mas para obter alimento por meio da caça e coleta. Estudos mostram que uma pessoa com 82 quilos pode queimar cerca de 1.700 calorias por dia apenas vivendo, sem precisar sair do lugar.

O livro de Lieberman defende a prática de exercícios moderados, destacando a importância de caminhadas regulares. Ele sugere que a meta de 7.000 a 10.000 passos por dia é uma referência viável e alinhada à biologia humana, evitando a transformação do movimento em uma obsessão.

O ser humano é naturalmente programado para evitar esforços desnecessários, e a ideia de que é normal se exercitar intensamente é um mito. Cada um se adapta para não sentir culpa por não querer se exercitar, já que o instinto é não fazer mais do que o necessário, conforme indicam as pesquisas mais recentes.

Dados coletados no site “The Harvard Gazette”.


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