'Ridicularizaram igreja evangélica', diz Damares Alves sobre desfile que homenageou Lula
Damares Alves critica desfile que homenageou Lula
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) manifestou seu descontentamento em relação ao desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que prestou homenagem ao presidente Lula na noite de domingo (15/2) na Sapucaí.
Damares argumentou que o evento funcionou como uma antecipação de campanha política para o presidente e acusou a escola de promover "perseguição religiosa". Isso se deu especialmente pela ala intitulada "Neoconservadores em conserva", que zombava de segmentos da sociedade, incluindo grupos evangélicos e do agronegócio.
"Além do crime eleitoral, quero expressar meu repúdio a uma das alas que está desfilando agora, que ridiculariza a igreja evangélica e o agronegócio", declarou a senadora em um vídeo nas redes sociais, afirmando que tomará medidas legais contra a escola "por desrespeitar a fé de milhões de brasileiros".
"É inadmissível usar verba pública para ridicularizar a igreja evangélica", acrescentou.
A declaração da senadora remete aos recursos financeiros recebidos pela escola, provenientes do financiamento público destinado a todo o grupo especial do Rio de Janeiro.
O apoio federal foi disponibilizado pela Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), que alocou R$ 12 milhões para as doze escolas, com cada uma recebendo R$ 1 milhão.
O orçamento do desfile que homenageou Lula pode se aproximar de R$ 10 milhões, considerando também os recursos repassados pelas prefeituras do Rio de Janeiro e de Niterói.
Especialistas em direito eleitoral consultados pela BBC News Brasil antes do desfile apresentaram opiniões divergentes sobre as possíveis consequências para Lula.
Alguns acreditam que a campanha pode sofrer multas se configurada como antecipação de campanha, enquanto outros apontam para o risco de inelegibilidade, caso se verifiquem crimes mais sérios, como conduta vedada, abuso de poder e uso inadequado de meios de comunicação.
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