Reviravolta: perícia confirma sangue em banheiro de casa onde esposa de tenente-coronel foi encontrada morta
Perícia revela sangue em banheiro da casa onde esposa de tenente-coronel foi encontrada morta
A investigação sobre a morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, apresenta uma nova reviravolta. A perícia na residência onde ela morava com o tenente-coronel Geraldo Neto encontrou vestígios de sangue no box do banheiro, um detalhe que pode alterar o rumo do caso, inicialmente tratado como suicídio.
Segundo informações do g1, o sangue foi detectado por peritos utilizando luminol, no local onde o tenente-coronel disse estar quando ouviu um disparo e encontrou Gisele caída em outro cômodo. O registro da ocorrência foi feito em 18 de fevereiro, e a versão de Geraldo é contestada pela família da vítima, que alega que ela vivia um relacionamento abusivo.
Gisele e Geraldo estavam juntos desde 2024 e moravam com a filha de 7 anos, que não estava presente na casa durante o incidente. Após a descoberta do sangue, o tenente-coronel e os socorristas que atenderam a ocorrência foram convocados para novos depoimentos. O laudo necroscópico, ainda em andamento, deve esclarecer detalhes sobre a trajetória do projétil e oferecer mais informações à investigação.
Familiares relataram à polícia que Gisele enfrentava um relacionamento abusivo com Geraldo, levantando suspeitas sobre o tenente-coronel. De acordo com relatos, a vítima havia informado tanto o marido quanto a família que pretendia pedir o divórcio. Dias antes de sua morte, Gisele teria ligado para o pai pedindo ajuda para sair da casa, expressando seu desespero.
Os parentes afirmam que Geraldo enviou um vídeo ameaçando se matar, caso Gisele decidisse se separar. Essa dinâmica de pressão psicológica é corroborada por um familiar que falou ao Fantástico.
Além disso, a filha de Gisele, de um relacionamento anterior, teria presenciado episódios de violência psicológica e manifestado o desejo de não voltar ao lar onde os conflitos ocorriam. A mãe da policial relatou que a filha vivia sob constantes conflitos e controle excessivo por parte do marido, que impunha restrições como proibir o uso de batom, salto alto e perfume.
O caso, que foi inicialmente registrado como suicídio, agora é investigado como morte suspeita. No boletim de ocorrência, o oficial afirmou ter encontrado a esposa no chão, com uma arma em uma das mãos e um sangramento intenso. Gisele foi encaminhada ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, mas não sobreviveu.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que as diligências seguem em andamento. Em nota, a pasta declarou que o caso foi inicialmente tratado como suicídio consumado, mas a natureza foi alterada para morte suspeita para apurar melhor as circunstâncias do falecimento.
Até o momento, o tenente-coronel não é formalmente considerado suspeito no inquérito, que continua sob a responsabilidade da Polícia Civil de São Paulo.
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