Renan Calheiros defende acesso irrestrito da CAE às investigações sobre o Master
Renan Calheiros apoia acesso total da CAE às investigações do Banco Master
Da Agência Senado | 11/02/2026, 20h42
O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), senador Renan Calheiros (MDB-AL), defendeu, em reunião nesta quarta-feira (11), o acesso irrestrito a todos os documentos relacionados às investigações sobre o Banco Master. Durante a visita ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, e ao diretor da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, Renan enfatizou que é função do Senado fortalecer as investigações da PF.
Renan afirmou que o Senado deve garantir que não haja blindagem nas investigações em curso. Ele destacou que foi feito um pedido de informações, incluindo dados sigilosos, e que a CAE criou um grupo de trabalho para acompanhar a liquidação do banco.
— O papel do Senado é fortalecer a investigação da Polícia Federal para que em nenhuma hipótese haja blindagem nessa investigação — declarou.
Apesar de ter assinado um pedido para a criação de uma comissão mista parlamentar de inquérito, Renan esclareceu que essa comissão tem um prazo limitado, ao passo que a CAE possui uma função permanente de fiscalização.
— A fiscalização do sistema financeiro nacional é competência da CAE do Senado. Eu assinei as CPIs e defendo quantas CPIs quiserem fazer. Nosso trabalho é permanente, enquanto a CPI é sempre temporária — comparou.
O senador também expressou apoio à PF pelo andamento das investigações e ressaltou que os senadores estão dispostos a colaborar para que os responsáveis pelas irregularidades sejam punidos. Ele mencionou a importância do aprimoramento da legislação e da atuação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesse contexto.
— Estamos aqui para ajudar. É fundamental entender o papel da CVM nesse processo e aprimorar a legislação e a fiscalização — afirmou.
Renan destacou a importância da Lei Complementar 105, que permite que comissões permanentes do Parlamento quebrem sigilos. Ele explicou que a quebra de sigilo precisa ser aprovada no Plenário do Senado.
Na visita ao STF e à PF, Renan foi acompanhado por outros senadores, incluindo Esperidião Amin (PP-SC) e Izalci Lucas (PL-DF). Após a reunião com Fachin, ele reiterou a necessidade de aprofundar as investigações.
— Para que os trabalhos da comissão sejam produtivos, deveríamos começar os depoimentos ouvindo Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master — sugeriu.
O senador também comentou sobre a conversa que teve com o ministro.
— Discutimos aspectos da legislação de processo penal e a competência da CAE para fiscalizar o sistema financeiro. Requereremos todas as informações das investigações para colaborar na responsabilização dos envolvidos e aprimorar a legislação — destacou.
Renan mencionou ainda o trabalho do grupo de acompanhamento da CAE.
— Queremos somar esforços para responsabilizar aqueles que cometeram o maior golpe da história do Brasil. Faremos o que for necessário para esclarecer tudo isso — concluiu.
O senador Izalci Lucas também apoiou o compartilhamento de informações sobre o Banco Master e ressaltou a importância de obter dados para investigar as irregularidades.
— Precisamos de informações para apurar as irregularidades e mudar a legislação. Temos competência para pedir documentos sigilosos — afirmou.
Por sua vez, Esperidião Amin alertou que o excesso de sigilo pode prejudicar as investigações.
— A democracia pede transparência. O excesso de sigilo pode ser uma forma de blindagem, e isso deve ser impedido — ressaltou.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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