Lulinha

Relator pede quebra de sigilo bancário e fiscal de Lulinha na CPMI do INSS

Relator solicita quebra de sigilo de Lulinha na CPMI do INSS

O deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), que atua como relator na CPMI do INSS, solicitou, nesta segunda-feira (2), a quebra do sigilo fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula.

Em sua justificativa, o relator destaca que a investigação sobre Lulinha é necessária devido a mensagens interceptadas. Nessas mensagens, Antônio Camilo é questionado sobre um pagamento de R$ 300 mil destinado à empresa de Roberta Luchsinger e responde que se refere “ao filho do rapaz”.

Gaspar acrescenta que “a Polícia Federal confirma que essa referência é diretamente a Lulinha, insinuando que Roberta poderia atuar como intermediária financeira para repasses indevidos” e que “a interferência e a tentativa de obstrução da justiça são evidentes”.

O relator menciona ainda que, após a deflagração de fases da operação, Roberta enviou mensagens a Camilo pedindo que ele "some com esses telefones. Joga fora" e expressou preocupação com a apreensão de um envelope que continha o nome do "nosso amigo".

Sob a perspectiva política e investigativa, a medida é justificada pela suspeita de que Lulinha tenha atuado como "sócio oculto" de Antônio Camilo em negócios de cannabis medicinal, supostamente financiados com recursos desviados do INSS.

A CPMI planeja discutir a aprovação deste requerimento no retorno das atividades na quinta-feira, mas, segundo membros do colegiado, o governo está bem organizado para barrar todos os requerimentos relacionados a Lulinha. Além da solicitação feita, existem pedidos de convocação do filho do presidente.

A CNN revelou em dezembro que a base aliada tem conseguido desacelerar investigações na comissão que possam afetar o Palácio do Planalto.

Fontes do colegiado indicam que a proximidade de partidos do Centrão com o governo tem sido um dos principais fatores para a obstrução dos requerimentos. O governo conta com cerca de 18 votos na comissão, enquanto a oposição possui 12.

A CNN entrou em contato com a defesa de Lulinha e aguarda um retorno.


← Voltar para as notícias