infomoney

Reino Unido deixa EUA usarem suas bases para atacar instalações de mísseis no Irã

Reino Unido permite que EUA usem bases para atacar o Irã

01/03/2026 21h11
Atualizado 48 minutos atrás

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou neste domingo, 1º de março, que atendeu a um pedido dos Estados Unidos para a utilização de bases no Golfo Pérsico para atacar instalações iranianas de mísseis.

“A única forma de eliminar a ameaça dos ataques iranianos a países vizinhos é destruir os mísseis em sua origem”, afirmou Starmer em vídeo compartilhado em seu perfil no X. Ele destacou que a decisão se baseia na legítima defesa coletiva de aliados e na proteção das vidas britânicas.

Os bombardeios iniciados no sábado continuam, com ataques em Teerã, a capital iraniana, na noite deste domingo.

Desde os ataques realizados por Israel e Estados Unidos ao Irã no ano anterior, a capacidade de defesa aérea do país foi significativamente reduzida.

Starmer enfatizou que o Reino Unido não está participando dos ataques que começaram no dia 28 de fevereiro e que não se envolverá diretamente. Contudo, ele alertou que as retaliações iranianas estão atingindo alvos civis em países aliados, colocando em risco cidadãos britânicos na região. “Nossos parceiros no Golfo pediram que fizéssemos mais para defendê-los, e é meu dever proteger vidas britânicas”, declarou.

Além de Israel, as retaliações iranianas também afetaram Jordânia, Kuwait, Bahrein, Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Omã. Starmer informou que as forças armadas britânicas já estão operando “jatos no ar como parte de ações defensivas que interceptaram com sucesso ataques iranianos”.

O primeiro-ministro acrescentou que especialistas ucranianos e britânicos serão enviados para ajudar “nossos parceiros no Golfo a abater drones iranianos”, uma tecnologia que a Rússia tem utilizado em sua guerra na Ucrânia.

Reiterando que o uso das bases é apenas para fins defensivos e não implica na participação do Reino Unido nos ataques ao Irã, Starmer fez referência à invasão americana do Iraque em 2003, com o apoio britânico. “Todos nos lembramos dos erros no Iraque e aprendemos as lições”, concluiu. A ofensiva depôs o regime de Saddam Hussein, mas resultou em um caos cujos efeitos perduram até hoje.


← Voltar para as notícias