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Região Sul seria a mais afetada em redução de jornada a 40h, diz CNI

Região Sul pode ser a mais impactada por redução da jornada para 40 horas, aponta CNI

27/02/2026 14h31

Atualizado há 6 minutos

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou um estudo nesta sexta-feira, 27, indicando que a região Sul seria a mais afetada por uma possível redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. A pesquisa analisou dois cenários: compensação através de horas extras ou por meio de novas contratações. Em ambos os casos, a região Sul lidera os impactos, com um aumento de 8,1% nos custos no primeiro cenário e 5,4% no segundo.

Embora a região Sul apresente os maiores percentuais, em termos absolutos, o Sudeste teria o maior aumento de custo, estimado em R$ 143,8 bilhões.

A CNI também estimou que, considerando os impactos em toda a economia, a redução da jornada pode resultar em um acréscimo anual de até R$ 267,2 bilhões nos custos com empregados formais, representando um aumento de até 7% na folha de pagamentos das empresas.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, enfatiza que qualquer discussão sobre a redução da jornada de trabalho deve ser feita com cautela. Ele destaca que o impacto não será uniforme em todas as regiões, uma vez que o Brasil apresenta realidades produtivas distintas. Isso faz com que o aumento de custos tenha relevância variável, afetando negativamente a competitividade e a organização do trabalho em locais mais dependentes de mão de obra.

No cenário de compensação por horas extras, os custos das indústrias na região Sul teriam um incremento de até 8,1%. O Sudeste apresentaria um aumento de 7,3%, seguido pelo Nordeste com 6,1%, e pelas regiões Norte e Centro-Oeste, ambas com 5,5%.

Se a compensação ocorrer por meio de novas contratações, a ordem dos impactos seria: Sul (5,4%), Sudeste (4,9%), Nordeste (4,1%) e Norte e Centro-Oeste (3,7% cada). O Sudeste, novamente, concentraria o maior impacto absoluto, com um aumento de custos estimado em R$ 95,8 bilhões.

A CNI alerta que, independentemente da estratégia escolhida pelas empresas, a compensação integral das horas reduzidas será difícil de implementar. O estudo afirma que essa recomposição é “economicamente improvável e operacionalmente inviável em muitos segmentos industriais”.

Alban ressalta que um aumento expressivo nos custos de trabalho tem repercussões que vão além de um único setor ou região, afetando cadeias produtivas, encarecendo insumos, pressionando preços e prejudicando a competitividade do Brasil.


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