Reconstrução revela rosto do fóssil “Pé Pequeno”
Reconstrução revela rosto do fóssil "Pé Pequeno"
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Cientistas reconstruíram o rosto de um hominídeo pré-histórico
O fóssil antecede o surgimento da linhagem Homo em cerca de um milhão de anos e apresentava traços faciais semelhantes aos de chimpanzés e orangotangos. O fóssil "Pé Pequeno" é considerado o esqueleto de hominídeo primitivo mais completo já encontrado.
O estudo foi publicado na revista Comptes Rendus Palevol.
Avanços na reconstrução facial do fóssil
Para contornar as limitações impostas pelo estado do fóssil, pesquisadores utilizaram escaneamento por síncrotron e técnicas avançadas de reconstrução virtual. Com isso, criaram um modelo digital do rosto do "Pé Pequeno", permitindo analisar características antes inacessíveis. Os resultados indicam que o formato e o tamanho gerais da face se enquadram nos mesmos parâmetros de dois espécimes da Etiópia, Australopithecus afarensis e Australopithecus anamensis, datados de 3,8 milhões de anos.
Relações evolutivas inesperadas
Na prática, isso significa que "Pé Pequeno" compartilhava mais características com parentes encontrados a milhares de quilômetros de distância do que com formas posteriores do sul da África. Em comunicado, a autora do estudo, Amélie Beaudet, afirmou que o padrão é inesperado diante da origem geográfica do fóssil e sugere uma história evolutiva mais dinâmica do que se supunha.
Os pesquisadores indicam que, enquanto "Pé Pequeno" e australopitecíneos contemporâneos da África Oriental poderiam apresentar uma anatomia facial mais generalizada, exemplares posteriores do sul da África parecem ter passado por pressões seletivas que alteraram o formato do rosto, especialmente na região das órbitas oculares.
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