Raniery Paulino diz que só volta à política se assumir vaga na Câmara, critica sistema de emendas e afirma que mecanismo encarece eleição para deputado federal
Raniery Paulino condiciona retorno à política a vaga na Câmara e critica sistema de emendas
O ex-deputado federal Raniery Paulino declarou que seu retorno à política só ocorrerá se houver a oportunidade de assumir uma vaga na Câmara dos Deputados. A afirmação foi feita durante uma entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, na rádio FM 100.5, nesta segunda-feira, 23.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de voltar ao mandato, Raniery confirmou que existe um compromisso com o presidente do Republicanos para assumir a vaga caso um dos titulares solicite licença. Ele ressaltou que a decisão depende de definições internas do partido.
“Estou aguardando uma resposta. Sei que não é fácil, porque envolve licença e suplência. Mas estou à disposição. Se me disserem que é hoje, conto com isso”, disse.
Raniery mencionou o deputado Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, e o deputado estadual Adriano Galdino como lideranças com as quais mantém diálogo no partido. Ele reconheceu que, no caso de Hugo Motta, a licença se torna inviável devido à presidência da Casa.
Apesar da expectativa, o ex-parlamentar deixou claro que não pretende ficar aguardando indefinidamente. “Se for possível, ótimo. Se não, não vou esperar a vida toda. Tenho minha vida cotidiana. Não posso ficar nessa expectativa”, afirmou.
Durante a entrevista, Raniery também criticou o atual modelo de campanha eleitoral para deputado federal, destacando que o cenário se torna cada vez mais caro e desequilibrado para quem não está no mandato.
“A campanha hoje para deputado federal é complicada. Ou você se apresenta como radical de direita ou de esquerda, ou depende das emendas parlamentares. Fora disso, fica muito difícil e caro”, opinou.
Ele criticou o peso das emendas parlamentares no processo eleitoral, defendendo a necessidade de uma rediscussão sobre o modelo. Para ele, as emendas criam desigualdade na disputa.
“As emendas parlamentares precisam ser revistas. Elas desequilibram o pleito para quem não está no mandato. Sempre estive com mandato e acreditava que deveríamos ter mecanismos para equilibrar mais a eleição”, explicou.
Raniery voltou a defender uma reforma eleitoral abrangente, mencionando o voto distrital como uma alternativa para aproximar o eleitor do candidato e reduzir a influência das emendas nos resultados das eleições.
Ele reafirmou que permanece à disposição do partido, mas que sua participação no próximo pleito dependerá da definição sobre a vaga na Câmara Federal.
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