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Raízen: aporte bilionário vem aí? Analistas apontam impactos para companhia

Raízen: Aporte bilionário em vista?

25/02/2026 14h06

Atualizado há 8 minutos

As movimentações em torno da Raízen (RAIZ4) estão intensas.

Conforme informações da Bloomberg, a Cosan (CSAN3) e a Shell, acionistas da empresa, estão em conversas avançadas para injetar novo capital na Raízen. O intuito é apresentar um plano aos principais credores e detentores de títulos de dívida antes da conclusão desse projeto.

A proposta em análise inclui investimentos de fundos de private equity geridos pelo BTG Pactual (BPAC11), que buscariam adquirir uma participação significativa na unidade de distribuição de combustíveis da Raízen, estimada em cerca de R$ 5,5 bilhões. Fontes não identificadas relataram que as partes ainda discutem qual percentual da dívida da Raízen será convertido em capital, com conversas se concentrando em cerca de 35%.

O plano também contempla uma reorganização societária, separando a Raízen Energia da unidade de distribuição, além da venda de ativos e a possibilidade de saída de credores por meio de ofertas de ações.

A Raízen enfrenta desafios devido a juros elevados, safras abaixo do esperado e investimentos agressivos, resultando em rebaixamentos de crédito e quedas nos títulos da companhia.

Na análise do Bradesco BBI, se confirmado, a divisão da empresa parece estar avançando de maneira consistente. As questões chave envolvem as proporções de conversão de dívida em capital e os detalhes do plano de recuperação para o negócio de açúcar e etanol, que atualmente se encontra em situação delicada.

O JPMorgan também avaliou a situação, apontando que a Raízen está a caminho de uma reestruturação complexa. O banco apresenta três cenários para essa reestruturação, destacando que nenhum deles pressupõe uma injeção de capital, que ainda é considerada incerta. No entanto, caso ocorra, isso pode melhorar o ambiente para a empresa.

O JPMorgan rebaixou a recomendação dos títulos com vencimento em 2027, 2032, 2034, 2035 e 2037 de overweight para neutra, enquanto manteve a recomendação overweight para os títulos com vencimento em 2054.

Os títulos de curto prazo estão cotados perto de US$ 50, próximo ao cenário base de recuperação de US$ 51, limitando o potencial de alta na ausência de uma injeção de capital ou de uma queima de caixa menor do que a prevista.

Por outro lado, os títulos com vencimento em 2054, cotados a US$ 45, apresentam o maior potencial de valorização, caso a injeção de capital se concretize ou se a queima de caixa for inferior ao esperado. O potencial de queda parece limitado, dado o piso de recuperação de US$ 40 em um cenário de recuperação punitiva estabelecido pelo JPMorgan.

Em termos gerais, o banco considera os títulos na faixa de US$ 30 uma clara oportunidade de compra. Uma injeção de capital poderia elevar a recuperação em cerca de 8 pontos percentuais para cada US$ 1 bilhão.

O banco conclui que o desfecho ainda é incerto, mas destaca que a busca por alavancagem líquida de 2,0 vezes é viável para o setor e deve guiar qualquer acordo. A combinação da renegociação com credores, a eventual divisão societária e a entrada de novos investidores pode redefinir o futuro da empresa em um processo que, segundo fontes da imprensa, pode ser concluído em até seis meses.


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