Quer contratar alguém de outra área? Faça isso sem comprar uma briga
Contratação de Profissionais de Outras Áreas sem Conflitos
Promover uma transição interna pode ser visto como uma traição, mas uma negociação bem conduzida pode beneficiar a todos os envolvidos.
Se a intenção é contratar alguém de outra área da sua empresa, é crucial entender que o “capital relacional” é a verdadeira moeda nas organizações. Portanto, o primeiro passo é praticar a escuta ativa. Antes de fazer qualquer proposta, é importante sondar o interesse do colaborador, evitando promessas que não possam ser cumpridas. Isso assegura que a mudança faça sentido para a carreira dele e não cause problemas com o chefe atual.
Muitos gestores tendem a se preocupar mais com seus próprios resultados do que com os profissionais ou com a empresa como um todo, ficando na defensiva quando alguém de sua equipe é abordado. O foco deve ser apresentar essa mudança como uma oportunidade de desenvolvimento de talentos, e não como uma perda para uma área específica. Vale ressaltar que quando a organização promove movimentos internos e oferece oportunidades de crescimento, diminui o risco de perder talentos para a concorrência.
Ao abordar o chefe atual do colaborador, é necessário ter tato e tratar a questão como uma decisão conjunta. Isso evita a impressão de que a decisão foi unilateral ou que ele tem o poder de vetá-la. Uma abordagem sugerida é: “Identifiquei uma vaga no meu time que pode ser benéfica para [a pessoa em questão] e para a empresa. Gostaria de saber sua opinião sobre o momento de carreira dela e, se for pertinente, discutir uma transição que não prejudique sua equipe.” Essa postura demonstra que você está disposto a construir uma solução que funcione para todos.
Algumas disputas não valem a pena. Na diplomacia corporativa, é fundamental avaliar se o talento compensa o desgaste com um colega. Há gestores que resistem a mudanças por medo de deixar suas equipes desfalcadas ou por comodismo. Para desatar esse nó, é preciso mostrar empatia, mas sem recuar. Pergunte o que tornaria a transição viável, transformando um conflito em um espaço de negociação que reconhece as preocupações do outro lado.
Para que a escolha não pareça fruto de favoritismo, é essencial ter critérios claros sobre por que aquele profissional se encaixa no seu time. Conversar com pessoas que possam ter ficado frustradas por não serem consideradas para a vaga ajuda a evitar fofocas e a manter a confiança entre líderes e subordinados.
Uma vez que o acordo é alcançado, a transição deve evitar o erro comum de sobrecarregar o funcionário com funções de ambas as equipes, o que gera estresse. Definir uma data e um plano de sucessão é crucial para garantir um ambiente saudável entre os departamentos e assegurar que o novo ciclo comece de maneira alinhada.
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