Quem são os condenados pelo assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes
Condenação dos Acusados pelo Assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes
Após oito anos do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, cinco réus foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Entre eles, destacam-se Domingos Brazão, conselheiro do TCE-RJ, identificado como mandante, e Chiquinho Brazão, ex-deputado. Os réus também incluem Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil, e o policial militar Major Ronald. Robson Calixto, assessor de Domingos, foi condenado por envolvimento com a organização criminosa.
O caso, que teve grande repercussão nacional e internacional, chegou a um desfecho com a condenação de figuras ligadas ao poder público no Rio, que atuaram para proteger interesses de milícias e grilagem de terras. Os executores das mortes, Ronnie Lessa e Élcio Queiroz, já haviam sido condenados anteriormente.
Perfis dos Condenados
Domingos Brazão: Com uma carreira política de mais de 30 anos, foi apontado como mandante do crime por meio da delação de Lessa. Condenado por duplo homicídio e por organização criminosa, Domingos, atualmente com 60 anos, é acusado de ter interesses em grilagem de terras. Ele continua recebendo salário do TCE, mesmo preso.
Chiquinho Brazão: Acusado junto ao irmão de ser um dos mandantes do crime, Chiquinho, de 64 anos, já estava atuando como deputado federal na época. Ele foi condenado por duplo homicídio e, após sua prisão, teve seu mandato cassado devido a ausências não justificadas.
Rivaldo Barbosa: O ex-chefe da Polícia Civil é acusado de obstruir as investigações e foi condenado por corrupção passiva. Ele assumiu a função um dia antes do assassinato e, segundo as investigações, usou sua posição para proteger os mandantes.
Major Ronald: Associado a milícias da Zona Sudoeste do Rio, Ronald foi condenado por duplo homicídio. Ele é acusado de monitorar Marielle antes do crime e já enfrenta outras condenações por sua atuação em contravenções.
Robson Calixto: Conhecido como Peixe, foi condenado por organização criminosa. Ele é identificado como responsável por arrecadar recursos de extorsão e atuou como intermediário nas conexões entre os executores e os mandantes do crime.
O julgamento e as condenações marcam um importante passo na busca por justiça no caso que chocou o Brasil e o mundo. As investigações continuam, e o mistério em torno do crime ainda levanta questionamentos sobre a segurança pública e a corrupção no país.
← Voltar para as notícias