Quem são os aliados que sobraram ao Irã na região após ataques dos EUA e Israel
Aliados do Irã na Região Após Ataques dos EUA e Israel
O Oriente Médio enfrenta uma crescente tensão após os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã, que retaliou com bombardeios a países onde os EUA possuem bases. Jordânia, Catar, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Kuwait, Arábia Saudita e Israel foram alvos de mísseis iranianos, intensificando as preocupações sobre um possível conflito regional.
Essas nações estão alinhadas com os EUA e mantêm relações tensas com o Irã, que respondeu aos ataques que destruíram suas instalações e resultaram na morte do aiatolá Ali Khamenei, líder do Irã há quase quatro décadas.
O Irã tem buscado fortalecer um "eixo de resistência" ao longo dos anos, visando contrabalançar a influência dos EUA e de Israel no Oriente Médio. Essa aliança inclui grupos como Hamas em Gaza, Hezbollah no Líbano, houthis no Iémen, além de facções no Iraque e na Síria. Embora muitos desses grupos sejam considerados organizações terroristas por alguns países ocidentais, eles representam um desafio significativo para Israel.
No cenário internacional, o Irã também cultivou laços com governantes que compartilham uma ideologia antiamericana, como Vladimir Putin, da Rússia, e líderes da Síria e Venezuela. Contudo, essa rede de alianças se encontra mais fragilizada do que nunca.
Após a queda de Bashar al-Assad na Síria, que se concretizou no final de 2024, o Irã perdeu um aliado estratégico. O novo governo, sob Ahmed al Sharaa, afastou-se do "eixo da resistência" e se alinhou aos EUA.
A milícia houthi, conhecida como Ansar Allah, permanece como uma das principais aliadas do Irã, especialmente após o enfraquecimento do Hezbollah. Controlando cerca de 30% do Iémen, os houthis têm um histórico de ataques a alvos israelenses e americanos, utilizando sua capacidade de atingir navios no estreito de Bab el-Mandeb.
O Hezbollah foi, até 2024, um dos aliados mais fortes do Irã. Entretanto, a guerra em Gaza e os ataques israelenses enfraqueceram o grupo, que ainda possui um arsenal considerável. Recentemente, os EUA retiraram funcionários não essenciais da embaixada em Beirute devido à capacidade de resposta do Hezbollah.
No Iraque, diversas milícias xiitas, financiadas pelo Irã, operam de forma independente e têm laços diretos com o líder supremo iraniano. Essas milícias, que se apresentam como Resistência Islâmica do Iraque, têm realizado ataques contra alvos americanos.
O Hamas, embora tenha recebido apoio do Irã, também se encontra debilitado após anos de conflito com Israel. Apesar de ainda controlar parte da Faixa de Gaza, sua capacidade de atacar foi significativamente reduzida.
O Irã tem buscado reforçar seus laços com a Rússia, que criticou os ataques dos EUA e de Israel, e a China, que, apesar das sanções, tem sido um parceiro comercial vital. A Coreia do Norte e a Venezuela também fazem parte das alianças do Irã, embora a relação com Caracas tenha se tornado incerta após a captura de Nicolás Maduro pelos EUA.
A dinâmica de alianças do Irã na região está em constante transformação, refletindo a complexidade das interações geopolíticas no Oriente Médio.
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