Quem era Cauã Batista, lutador de taewkwondo que morreu aos 18 anos
Quem era Cauã Batista, lutador de Taekwondo que morreu aos 18 anos
Cauã Batista era um jovem promissor, prestes a iniciar a graduação em engenharia e conhecido por sua disciplina nos treinos e carinho com os amigos. Infelizmente, ele faleceu na quarta-feira, 25 de outubro, após um atropelamento, aos apenas 18 anos.
O lutador estava internado no Hospital Municipal Miguel Couto, no Rio de Janeiro, e tinha como meta participar da Seletiva Aberta Nacional de Taekwondo no dia 26 de outubro.
Reconhecido pela CBDTK (Confederação Brasileira de Taekwondo), Cauã era admirado por sua dedicação e respeito ao esporte, sendo querido por todos que o conheceram tanto dentro quanto fora das competições. Sua partida deixou um vazio profundo entre amigos e familiares.
O treinador Luan Dias expressou sua tristeza nas redes sociais, destacando a importância que Cauã teve em sua vida. Ele lembrou que o jovem foi seu primeiro aluno e que, apesar das dificuldades iniciais, sua determinação se destacou. "Geralmente, as crianças pedem para sair da minha aula; ele pediu para entrar", afirmou Luan, ressaltando o talento autodidata de Cauã, que aprendeu muito assistindo a vídeos.
Na categoria até 63kg, Cauã obteve o primeiro lugar na Copa Thokinim em Cachoeiras de Macacu e conquistou o bronze no ranking Junior do Rio em 2024. Competir na Arena Olímpica, sede da Seletiva Nacional, era seu maior sonho. Além de ser um atleta talentoso, ele também atuava como instrutor na academia, organizando treinos e zelando pelos equipamentos.
Familiares e amigos compartilharam nas redes sociais que Cauã havia sido aprovado no vestibular para Engenharia Ambiental na UERJ e estava prestes a iniciar suas aulas. Publicações sobre sua determinação e carinho foram amplamente compartilhadas.
O tio de Cauã, Marcelo Eloi, escreveu sobre a luta do jovem pela vida e a quantidade de amor que ele recebia. Após a internação, a academia e a família organizaram uma campanha de doação de sangue em sua homenagem.
Luan Dias também ressaltou a intensidade com que Cauã vivia. "Ele amava a vida como nunca vi ninguém amar. Era intenso em tudo que se propôs a fazer", contou, lembrando das discussões entre eles, sempre permeadas por respeito.
"Ele fez muito mais por mim do que eu por ele", completou Luan, refletindo sobre a significativa relação que construíram. "Agora que meu casca de bala se foi, me resta organizar minha desorganização e continuar o legado, como diria a música favorita dele, mesmo sem seu artista principal, o Show Tem Que Continuar."
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