Comando Vermelho

Quem é o líder da Tropa do A que ordena ataques contra o Comando Vermelho e impõe terror em Salvador?

Líder da Tropa do A e seus ataques ao Comando Vermelho em Salvador

Ordens do traficante são repassadas mesmo com ele preso

Publicado em 3 de março de 2026 às 11:22

No contexto do Inferninho de Cima, um nome se destaca pela sua notoriedade e crueldade: Fal. Ele é identificado como o líder da Tropa do A, facção que controla parte do tráfico de drogas na comunidade conhecida como Santa Rosa de Lima, no bairro Costa Azul. Moradores relatam que Fal é um dos principais responsáveis pelo clima de terror instaurado na região, especialmente após os confrontos que começaram há menos de 15 dias com o Comando Vermelho (CV), que ocupa outra parte do território.

Mesmo preso no Complexo Penitenciário da Mata Escura, Fal teria dado ordens para que seus aliados respondessem com violência às ações do grupo rival, que controla o Inferninho de Baixo e busca dominar totalmente a área. Para reforçar sua equipe, ele teria utilizado sua influência para trazer membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) de Sussuarana Velha, incluindo indivíduos já conhecidos pelas autoridades baianas, como Iuri, Bart e Iago.

Tiroteio e tensão no Costa Azul

Moradores têm enfrentado momentos de grande tensão no Costa Azul. Um residente comentou: “Por ora, deram uma trégua, mas sabemos que é temporária.” Ele explicou que um “toque de recolher” foi imposto no último dia 20, quando os confrontos começaram, e durou quase uma semana, mesmo com a presença de ações policiais na área.

As investigações indicam que a Tropa do A — ou A Tropa, como também é chamada — movimentava aproximadamente R$ 2 milhões por mês por meio de tráfico de drogas, roubos a bancos e lavagem de dinheiro. Em novembro de 2020, durante a Operação Ícaro, a Polícia Civil encontrou um apartamento no edifício Cittá, no Imbuí, que havia sido adquirido à vista pela liderança da facção.

O imóvel teve o sequestro judicial determinado pela polícia. No local, foram descobertos R$ 140 mil em espécie guardados em um cofre, além de 50 celulares.

Durante as operações contra a organização criminosa, também foram apreendidos R$ 300 mil em dinheiro, pouco mais de 300 quilos de entorpecentes, uma espingarda e seis veículos.


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