Marcelo Câmara Quem é Marcelo Câmara, ex-assessor de Bolsonaro ...

Quem é Marcelo Câmara, ex-assessor de Bolsonaro ...

Prisão de Marcelo Câmara

Nesta quarta-feira (18), o coronel Marcelo Costa Câmara, ex-assessor de Jair Bolsonaro (PL), foi preso preventivamente por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A detenção ocorreu devido à tentativa de obstruir a investigação relacionada a uma tentativa de golpe de Estado. A medida foi executada e o réu está sob custódia da Polícia Federal (PF).

Destaques sobre Marcelo Câmara

Carlos Bolsonaro e uma assessora foram indiciados por atuação em desinformação. A PF também identificou 60 mil acessos ilegais a celulares pela Abin.

Câmara é especialista em Operações Especiais e analista de inteligência, com formação nas Forças Especiais do Exército, acumulando uma carreira repleta de experiências por todo o Brasil.

Desde a década de 1990, ele se dedicou ao aprendizado militar, participando de cursos, seminários, workshops, especializações e outras atividades na área.

Ensino Superior: Bacharelado em Ciências Militares e em Administração, concluído na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) em Resende/RJ em 1992.

Pós-Graduação/Stricto Sensu: Mestrado em Operações Militares na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (ESAD), concluído no Rio de Janeiro em 2000.

Pós-Graduação/Lato Sensu: Gestão em Administração Pública pela Universidade Gama Filho, concluído em 2012.

Além disso, possui cerca de dez especializações na área.

Câmara atuou por seis anos na Amazônia, onde comandou uma organização militar, participando de treinamentos e eventos de caráter nacional, além de ações voltadas à administração pública.

Em 2015, foi nomeado oficial de gabinete do Comandante do Exército e, em 2018, atuou como Assessor Parlamentar do Gabinete do Comandante do Exército, antes de se tornar assessor de Bolsonaro.

Recentemente, Moraes decidiu instaurar um inquérito contra Câmara e seu advogado, Eduardo Kuntz, que relatou ter conversado com o tenente-coronel Mauro Cid sobre um acordo de delação.

Conforme Moraes, ambos tentaram obter informações sigilosas sobre o acordo de colaboração premiada de Cid, o que também motivou a prisão preventiva do general Walter Braga Netto.

O ministro determinou que Câmara, Kuntz e Cid sejam ouvidos pela Polícia Federal em até 15 dias.

Moraes destacou que Kuntz manteve "conversas realizadas pelo Instagram e por meio de contatos pessoais na Sociedade Hípica de Brasília" enquanto Câmara estava preso. O advogado afirmou ao Supremo ter conversado com Cid através de um perfil que seria da esposa do delator, que estava proibida de usar redes sociais. As conversas foram publicadas pela revista Veja.

*Sob supervisão de Douglas Porto*


← Voltar para as notícias