diretor da Abin Quem é Luiz Fernando Corrêa, diretor da Abin indiciado pela PF

Quem é Luiz Fernando Corrêa, diretor da Abin indiciado pela PF

Luiz Fernando Corrêa: Diretor da Abin Indiciado pela PF

O atual diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Luiz Fernando Corrêa, foi indiciado pela Polícia Federal (PF), juntamente com mais 35 pessoas, em um inquérito que investiga um suposto esquema de espionagem ilegal durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Para a PF, a atual gestão da Abin, sob a liderança de Corrêa, teria atuado para obstruir as investigações sobre uma "Abin paralela", que supostamente operava com instrumentos adquiridos em gestões anteriores, visando coletar informações de forma ilegal e nutrir o chamado "gabinete do ódio".

As investigações revelaram que mais de 60 mil consultas ilegais foram realizadas por essa estrutura paralela.

Nascido em Santa Maria (RS), em 1958, Corrêa é delegado de Polícia Federal aposentado, tendo ocupado cargos importantes durante os dois primeiros mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva, incluindo o de Secretário Nacional de Segurança Pública.

Ele também foi responsável pela segurança dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio 2016. O ex-ministro da Justiça, Tarso Genro, que o nomeou para a primeira função no governo federal, elogiou seu trabalho à frente da Secretaria Nacional de Segurança Pública.

As apurações, segundo a jornalista Daniela Lima, indicam que a PF vê a espionagem durante o governo Bolsonaro e a tentativa de obstrução na atual gestão como evidências de que a Abin necessita de uma reforma.

Essa situação gerou um desafio para o governo Lula, que precisa decidir como proceder em relação ao indiciamento de Corrêa. O diretor é considerado uma figura de confiança do presidente, que está ciente do conflito entre a PF e a Abin. Até o momento, o governo não se manifestou publicamente sobre o indiciamento, aguardando o retorno de Lula do Canadá, onde participou do G7.

As investigações apontaram que a Abin foi utilizada para monitorar autoridades e cidadãos, invadindo dispositivos eletrônicos. Entre os alvos estavam membros dos Poderes Judiciário, Legislativo e Executivo, além de jornalistas, com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), também figurando entre os investigados.

A PF alega que Corrêa "usurpou" funções antes de sua nomeação oficial e participou de reuniões que visavam obstruir a investigação sobre a organização criminosa dentro da Abin. O relatório da PF menciona que sua primeira ação, enquanto ocupava o cargo irregularmente, foi minimizar o escândalo relacionado ao uso da ferramenta FirstMile, descrevendo a situação como "uma montanha que vai parir um rato".

Diante desse cenário, a Abin enfrenta um momento crítico, com a necessidade de reavaliação de sua atuação e procedimentos.


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