Quem é Guga Lima? ex-CEO do Banco Master e dono ...
Quem é Guga Lima?
Augusto Ferreira Lima se destacou como o estrategista responsável pelo Credcesta, um cartão de benefícios voltado para servidores públicos.
Seu sucesso tem raízes na Bahia: Lima comprou os direitos da antiga estatal Ebal (Cesta do Povo) e transformou um serviço regional em uma potência nacional de crédito, oferecendo desde empréstimos via conta de luz até opções pelo FGTS.
Lima é também reconhecido por sua habilidade política, conseguindo transitar entre lados opostos com facilidade.
No Nordeste, ele consolidou sua base de negócios através de contratos e parcerias com lideranças do PT.
Além disso, é casado com Flávia Arruda, ex-ministra da Secretaria de Governo durante o governo de Jair Bolsonaro.
Esse poder comercial levou Lima ao cargo de CEO e sócio do Banco Master, junto a Daniel Vorcaro.
Sob sua liderança, o Master experimentou uma das mais agressivas expansões do setor, com um aumento de 70% no número de clientes entre 2023 e 2024, ultrapassando a marca de 5 milhões de usuários ativos.
Entretanto, a parceria chegou ao fim em 2024. No rearranjo, Lima optou por seguir de forma independente, levando consigo o Banco Pleno (ex-Voiter) e a operação integral do Credcesta.
Ao assumir o Pleno, Lima encontrou uma estrutura sob pressão, herdando dívidas que somavam cerca de R$6 bilhões.
O Banco Central só autorizou a mudança de comando em julho de 2025, sob a condição de um plano de emergência para crises de liquidez.
Em uma tentativa de salvar a instituição, Lima injetou R$600 milhões de seu próprio patrimônio para honrar compromissos com investidores (CDBs) e manter a operação enquanto buscava um comprador.
Ele tentou utilizar a rentabilidade do Credcesta como "isca" para atrair grupos estrangeiros, mas a dívida bilionária e as restrições do Banco Central travaram qualquer negociação.
A situação se agravou em novembro de 2025, quando Lima foi preso pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero, que investiga fraudes na venda de carteiras de crédito do Master ao banco BRB.
Embora tenha sido liberado em menos de duas semanas, o dano à sua imagem foi irreparável. O mercado perdeu a confiança e investidores se afastaram.
A dívida bilionária e as imposições do Banco Central impediram qualquer acordo. Diante da falta de recursos e de descumprimentos às normas de segurança, o BC decidiu encerrar as atividades da instituição.
← Voltar para as notícias