Edgard Alves de Andrade

Quem é Doca, líder do CV investigado por mais de 100 homicídios e um dos alvos de operação no RJ

Contenção: megaoperação no Rio com 2,5 mil policiais mira traficantes do Comando Vermelho

Uma operação de grande escala foi realizada nesta terça-feira, 28, envolvendo 2,5 mil policiais civis e militares nos complexos do Alemão e da Penha.

Na ação, a Polícia Civil conseguiu prender Thiago do Nascimento Mendes, conhecido como “Belão do Quintungo”, que é considerado uma das principais lideranças do Comando Vermelho no estado. Outro líder da facção, Edgar Alves de Andrade, conhecido como “Doca ou Urso”, permanece foragido. O saldo da operação inclui ao menos 64 mortes, entre elas a de quatro policiais, além de 81 prisões de suspeitos.

De acordo com o Ministério Público do Rio de Janeiro, Doca é identificado como a principal liderança do Comando Vermelho no Complexo da Penha e em várias comunidades da zona oeste, como Gardênia Azul, César Maia e Juramento.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) denunciou Doca e mais 66 pessoas por associação para o tráfico. Dentre eles, três também enfrentam acusações por tortura. Até o momento, a defesa de Doca não foi localizada.

O traficante é alvo de investigações relacionadas a mais de 100 homicídios, incluindo execuções de crianças e desaparecimentos de moradores. Havia 34 mandados de prisão abertos contra ele, conforme informações do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP).

Doca é apontado como o responsável pela execução de três médicos na zona sudoeste do Rio em outubro de 2023. As vítimas foram mortas por engano, já que um deles foi confundido com o verdadeiro alvo dos criminosos.

Em maio deste ano, o MPRJ denunciou Doca e outros dois envolvidos pelo ataque a uma delegacia em Duque de Caxias. As investigações indicam que ele teria ordenado a invasão à unidade no dia 15 de fevereiro de 2025. Eles respondem por tentativa de homicídio qualificado, dano qualificado, tortura e associação para o tráfico.

O estado enfrenta um cenário de violência intenso, com relatos de que o Comando Vermelho lançou bombas por drones como forma de retaliação à ação policial contra a facção.


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