Quem é Doca: chefe do Comando Vermelho e comandante ...
Quem é Doca: chefe do Comando Vermelho e comandante da 'Tropa do Urso'
Edgar Alves Andrade, conhecido como Doca ou “Urso”, é um traficante de alta periculosidade que se tornou um dos principais alvos de uma megaoperação realizada no Rio de Janeiro. Ele possui 26 mandados de prisão e uma extensa ficha criminal, que inclui anotações por tráfico de drogas, roubo, extorsão, corrupção de menores e organização criminosa.
Doca, que tem 55 anos e nasceu em Caiçara (PB), chegou ao Rio nos anos 90 e começou sua trajetória criminosa no Morro São Simão, em Queimados, na Baixada Fluminense. Seu domínio na comunidade é marcado por violência extrema, incluindo extermínios e homicídios, e ele impõe a Lei do Silêncio para consolidar seu poder.
O criminoso foi preso apenas uma vez, em 2007, após um intenso confronto com a polícia na Vila Cruzeiro. Nove anos depois, ele foi solto e rapidamente retornou ao crime, recebendo ordens do então líder da facção, Elias Maluco, para gerenciar um ponto de venda de drogas no Complexo da Penha. Após a morte de Elias e outros chefes em 2020, Doca ascendeu ao comando da área, que é considerada o coração do Comando Vermelho.
Com 269 anotações criminais e dezenas de assassinatos em seu histórico, Doca é visto como o número dois da facção, logo abaixo do traficante Marcinho VP, que atualmente está preso em uma Penitenciária Federal.
Para evitar a captura, ele criou uma estratégia de guerra e conta com a Tropa do Urso, um grupo de criminosos bem treinados que utilizam barricadas e drones para monitorar os arredores e dificultar a atuação policial. O secretário da Polícia Militar, Marcelo Menezes, afirmou que esse exército impede que rivais se aproximem das áreas sob seu controle, utilizando táticas militares.
Entre os integrantes da Tropa do Urso, destacam-se:
- Carlos Costa Neves, conhecido como "Gardenal", que tem autorização para eliminar rivais.
- Pedro Paulo Guedes, o "Pedro Bala", responsável pela parte operacional.
- Washington César Braga da Silva, o "Grandão" ou "Síndico da Penha", que organiza a segurança de Doca.
Um vídeo obtido pela polícia mostra Juan Breno Ramos, o "BMW", treinando novos recrutas em técnicas de tiro.
A facção também tem se envolvido em ataques a delegacias e extorquido moradores, cobrando taxas por serviços essenciais. Recentemente, Doca teria autorizado um ataque que resultou na morte de três pessoas, após seus comparsas confundirem um médico com um miliciano.
A polícia do Rio acompanhou Doca por cerca de um ano antes da operação que não conseguiu capturá-lo. O governador do Rio, Cláudio Castro, confirmou que as autoridades sabiam onde Doca estava, mas não conseguiram detê-lo.
Atualmente, Doca, BMW e Gardenal estão foragidos e continuam a ser uma ameaça nas comunidades que dominam.
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