Augusto Ferreira Lima

Quem é Augusto Ferreira Lima, o controlador por trás do Banco Pleno

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Quem é Augusto Ferreira Lima, o controlador por trás do Banco Pleno

Publicado em 18/02/2026 • Atualizado há 6 dias

Na quarta-feira, o Banco Central divulgou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno, sob a gestão de Augusto Ferreira Lima. O banqueiro foi sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master até maio de 2024.

A decisão do BC foi motivada pela grave situação financeira do Banco Pleno — anteriormente conhecido como Banco Voiter —, que apresentava falta de liquidez e descumprimento de normas regulatórias.

Mas, quem realmente é Augusto Ferreira Lima?

Lima foi sócio do Banco Master até 2024 e, após adquirir o Banco Voiter, renomeou-o para Banco Pleno, prometendo uma reestruturação. Em 2025, ele foi preso durante a Operação Compliance Zero.

Após uma reestruturação societária em 2024, o Banco Voiter e a operação do Credcesta passaram a ser controlados por Lima. O controle do Voiter foi transferido em julho de 2025, com a aprovação do Banco Central, antes do início da mencionada operação da Polícia Federal.

Na ocasião, a venda foi autorizada pelo BC com o objetivo de implementar um plano para combater a crise de liquidez, uma vez que o patrimônio de Lima, estimado em R$ 1 bilhão, poderia ajudar a saldar parte das obrigações do banco.

A notoriedade de Augusto Ferreira Lima no setor financeiro aumentou significativamente após a criação do CredCesta, um cartão consignado direcionado a servidores públicos e trabalhadores de empresas parceiras. Este produto se tornou um dos principais pilares do Banco Master e impulsionou o crescimento da instituição.

Em 2024, Lima contribuiu para a ampliação das opções de crédito do banco, incluindo cartão de crédito consignado, empréstimos com desconto na conta de luz, entre outras alternativas financeiras.

Além de sócio, Lima atuou como CEO do Banco Master e foi fundamental para um aumento de 70% na base de clientes entre 2023 e 2024, alcançando 5 milhões de clientes ativos em 24 estados e 176 municípios.

O Credcesta também está ligado à privatização da Ebal, uma estatal que gerenciava a rede "Cesta do Povo". Lima adquiriu os direitos de exploração, que foram posteriormente concentrados em empresas sob sua direção, incluindo o Banco Máxima, que se tornou Banco Master logo depois.


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