Quem é Ailton Barros: preso por fraude já foi suspeito de ...
Ailton Barros: Trajetória Controverso de um Militar
Ailton Gonçalves Moraes Barros, ex-capitão do Exército, foi preso recentemente pela Polícia Federal sob a acusação de fraudes envolvendo cartões de vacinação da Covid-19. Além de sua atual detenção, ele já foi investigado por supostos laços com o tráfico de drogas, expulso das Forças Armadas e atuou como advogado de Leniel Borel, pai do menino Henry Borel.
Em 2006, durante sua carreira militar, Ailton foi vinculado a um suposto acordo com traficantes do Comando Vermelho para a devolução de fuzis roubados. A situação foi revelada pelo jornal Folha de S. Paulo, e o Exército sempre negou a existência de tal pacto, embora o Ministério Público Militar tenha conduzido uma investigação.
Informações de militares da época sugerem que Ailton teria proposto o acordo para facilitar a devolução das armas, mas a ação foi rejeitada pelo comando. Apesar das negativas, relatos indicam que um colega militar chegou a negociar com líderes do tráfico, mas o plano não resultou em comprovações de um entendimento oficial.
Acusações e Expulsão do Exército
A carreira de Ailton Barros no Exército foi marcada por controvérsias. Ele enfrentou múltiplos processos relacionados a condutas inadequadas, incluindo tentativas de abuso sexual e mentiras em depoimentos. A decisão de expulsá-lo foi unânime entre os ministros do Superior Tribunal Militar, que alegaram sua incapacidade de manter o padrão militar.
Depois de deixar as Forças Armadas, Ailton se formou em Direito e, nas eleições de 2022, se apresentou como o "01 de Bolsonaro", sendo eleito deputado suplente. Durante sua atuação política, ele se manteve próximo de figuras como Mauro Cid, ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Envolvimento no Caso Marielle Franco
Ailton Barros também fez declarações polêmicas sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco. Em interceptações telefônicas, ele afirmou saber quem mandou matar Marielle, mas, posteriormente, declarou que essas afirmações eram apenas "bravata" para impressionar seus interlocutores.
Atualmente, Barros encontra-se preso por determinação do STF, assim como Mauro Cid, à medida que as investigações sobre o caso Marielle avançam. A defesa de Ailton não foi contatada para comentar sobre suas alegações e passagens pela Justiça Militar.
← Voltar para as notícias