general do Exército

Quem é a primeira mulher indicada ao posto de general do Exército

Primeira mulher indicada ao generalato do Exército Brasileiro

Brasília (DF) – Pela primeira vez na história, uma mulher foi proposta para promoção ao posto de General de Brigada no Exército Brasileiro. A coronel médica Claudia Lima Gusmão Cacho foi indicada para ingressar no generalato a partir de 31 de março deste ano.

A promoção ao cargo de General de Brigada resulta de um processo avaliativo realizado pelo Alto-Comando do Exército. Os critérios considerados incluem tempo de serviço, mérito profissional, desempenho em funções de comando e Estado-Maior, além da conclusão dos cursos obrigatórios de altos estudos militares.

Natural de Recife (PE), Claudia ingressou no Exército em 30 de janeiro de 1996 como oficial temporária, no então 42º Batalhão de Infantaria Motorizada, em Goiânia (GO). Posteriormente, foi aprovada no Concurso de Admissão para a Escola de Saúde do Exército, concluindo o Curso de Formação de Oficiais Médicos em 1998.

Durante quase três décadas de carreira, atuou nas áreas de Saúde Operacional e Hospitalar, exercendo funções de comando e assessoramento. Entre os cargos ocupados, destacam-se chefe do Escalão de Saúde do Comando da 1ª Região Militar, no Rio de Janeiro; diretora do Hospital de Guarnição de Natal (RN); e diretora do Hospital Militar de Área de Campo Grande (MS).

A presença feminina no Exército remonta a Maria Quitéria de Jesus Medeiros, que participou da Guerra da Independência, em 1823. Durante a Segunda Guerra Mundial, enfermeiras voluntárias se juntaram ao esforço militar brasileiro. Em 1992, 52 mulheres ingressaram no Quadro Complementar de Oficiais por meio de concurso público. A partir de 1997, o ingresso feminino foi ampliado com a formação de engenheiras, médicas, dentistas e farmacêuticas militares pelo Instituto Militar de Engenharia (IME) e pela Escola de Saúde do Exército.

Desde 2016, o Exército passou a permitir o ingresso de mulheres na linha de ensino militar bélico, com vagas nos Cursos de Formação de Sargentos e na Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx). Em 2025, a Força promoveu, pela primeira vez, mulheres à graduação de subtenente, integrando uma turma de 2002 que formou 16 mulheres e quatro homens como terceiros-sargentos.

Para 2026, o Exército planeja a incorporação das primeiras mulheres ao Serviço Militar inicial. Em 2025, 33.720 mulheres se alistaram em todo o País, sendo que 1.010 devem incorporar às fileiras da Força no dia 2 de março de 2026.


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