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Quebra de sigilo de Lulinha chega ao Coaf e acirra guerra entre governo e oposição

Quebra de sigilo de Lulinha chega ao Coaf e intensifica disputa entre governo e oposição

27/02/2026 18h22
Atualizado há 14 minutos

O presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou nesta sexta-feira, 27, que notificou o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre o pedido de quebra de sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele solicitou um prazo de cinco dias para que as informações sobre o requerimento, aprovado na turbulenta sessão da última quinta-feira, 26, fossem enviadas, apesar dos protestos do governo.

Esse ato abre uma corrida entre a oposição e o governo pelo acesso a essas informações. Inicialmente, a base governista acreditava que os dados demorariam cerca de duas a três semanas para serem disponibilizados, o que poderia dar tempo para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), anular a decisão da CPI.

Gleisi Hoffmann, presidente do PT, levantou questionamentos sobre a contagem de votos e classificou a sessão da CPMI que afetou Lulinha como um “golpe”.

Ela fez críticas à quebra de sigilo e Alcolumbre avalia se mantém ou revê a votação que gerou polêmica.

Após solicitações, Alcolumbre está analisando imagens da votação antes de tomar uma decisão sobre o sigilo de Lulinha.

O presidente do Senado está em contato com especialistas e pode se pronunciar na próxima semana.

“Todos os requerimentos aprovados foram formalizados e encaminhados ainda ontem (quinta-feira, 26), sem qualquer atraso ou postergação”, disse Viana. “A CPMI cumpre rigorosamente suas decisões e continuará a executar cada medida aprovada, com transparência e responsabilidade.”

Membros do governo afirmaram à reportagem que o prazo estabelecido é muito curto e acreditam que Alcolumbre deverá se manifestar rapidamente.

Na quinta-feira, a CPI do INSS também aprovou requerimentos que miram Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, ex-parlamentares e investigados pela Polícia Federal por suposta participação em fraudes, incluindo a presidente do Palmeiras, Leila Pereira.

A maior preocupação do governo reside na quebra de sigilo bancário e fiscal de Lulinha.

Em uma votação simbólica contestada, Viana declarou a vitória da oposição. A sessão se transformou em um conflito, sendo interrompida e a TV Senado suspendeu a transmissão.

Membros da base governista atacaram a mesa onde se encontravam o presidente e o relator, Alfredo Gaspar (União-AL). A Polícia Legislativa tentou conter a aproximação, assim como deputados da oposição. O clima se intensificou após uma altercação entre os deputados Rogério Correia (PT-MG) e Evair Vieira de Melo (PP-ES).

Após o tumulto, governistas da CPI realizaram uma reunião de emergência com Alcolumbre para tentar reverter a decisão. No final do dia, protocolaram um recurso ao presidente da Casa pedindo a nulidade da votação.

Os participantes da reunião relataram que Alcolumbre ouviu as reivindicações de forma institucional, sem se pronunciar. Em nota, o gabinete da presidência do Senado informou que “um grupo de parlamentares se reuniu com o presidente Davi Alcolumbre para comunicar que considera ter havido fraude na votação e que irá recorrer à presidência para que ela seja suspensa e anulada”. “É um direito dos senadores recorrer à presidência e, quando o pedido chegar, o presidente avaliará sua viabilidade”, acrescentou.

A bancada governista argumenta que, durante a votação simbólica, estavam presentes 21 membros. Na contagem visual, 14 parlamentares se manifestaram contra a proposta. Viana, no entanto, afirmou que apenas sete dos que se posicionaram eram titulares, o que invalidaria a vitória governista.


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