Quase 1 em 5 adolescentes viu conteúdo sexual no Instagram
Adolescentes expostos a conteúdo sexual no Instagram
Uma nova pesquisa interna da Meta, revelada em um processo judicial, traz à tona preocupações sobre a saúde mental dos jovens nas redes sociais. Trechos do depoimento de Adam Mosseri, chefe do Instagram, apresentados em março de 2025, indicam que quase 20% dos adolescentes entre 13 e 15 anos relataram ter encontrado nudez ou imagens sexuais indesejadas na plataforma.
O documento, analisado pela agência Reuters, integra uma série de ações judiciais contra a Meta, que também é proprietária do Facebook. A pesquisa, realizada em 2021, revelou que 19% dos jovens nessa faixa etária experienciaram conteúdo sexual não solicitado, e 8% se depararam com publicações sobre automutilação ou ameaças relacionadas.
Essas informações aumentam a pressão sobre a Meta, que já enfrenta milhares de processos nos tribunais dos Estados Unidos. As alegações giram em torno da acusação de que a empresa teria criado produtos que incentivam o uso compulsivo e agravam problemas de saúde mental entre os menores.
Durante seu depoimento, Mosseri mencionou que a empresa geralmente não divulga os resultados dessas pesquisas e considera autorrelatos como "problemáticos". Andy Stone, porta-voz da Meta, argumentou que os dados não são fruto de análise direta das publicações, mas sim de entrevistas com usuários, o que questiona a precisão das informações.
Mosseri também destacou que uma parte significativa do conteúdo sexual é compartilhada por meio de mensagens privadas, o que limita a capacidade de monitoramento da plataforma. Ele enfatizou que muitas pessoas não desejam que suas mensagens sejam lidas, levantando a discussão sobre a tensão entre privacidade e proteção dos menores, um dilema que continua a ser debatido no Vale do Silício.
← Voltar para as notícias