tentativa de golpe Prints, fotos e vídeos: veja a cronologia da tentativa de golpe ...

Prints, fotos e vídeos: veja a cronologia da tentativa de golpe ...

Cronologia da tentativa de golpe de Estado no Brasil

A Polícia Federal indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ex-integrantes de seu governo por supostamente tramarem um golpe de Estado. A cronologia a seguir detalha os eventos entre julho de 2022 e janeiro de 2023, conforme informações da PF.

Em 21 de novembro de 2024, a PF formalizou o indiciamento de Bolsonaro, do ex-ajudante de ordens Mauro Cid e do ex-ministro Braga Netto, entre outros, totalizando 37 indiciados. A investigação revelou a existência de uma organização criminosa que atuou para manter Bolsonaro no poder.

Dois dias antes do inquérito ser concluído, quatro militares e um agente da PF foram presos, acusados de tentar assassinar o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do STF Alexandre de Moraes. O plano teria sido elaborado no final de 2022.

De acordo com a PF, Braga Netto foi o principal responsável pela organização do golpe, dando suporte aos militares.

A seguir, estão os principais momentos da tentativa de golpe:

Reunião de ministros: Bolsonaro convocou ministros para discutir a situação política. Um vídeo da reunião foi encontrado no notebook de Mauro Cid, onde Bolsonaro afirmou que "se a gente reagir depois das eleições vai ter um caos no Brasil". O general Heleno, do GSI, sugeriu que "se tiver que virar a mesa, é antes das eleições". Os ministros Anderson Torres e Paulo Sérgio Nogueira também participaram.

Acusações sem provas: Na sequência, Bolsonaro reuniu embaixadores e fez acusações infundadas sobre o sistema eleitoral, utilizando o Palácio da Alvorada para promover suas teorias.

Resultado das eleições: Lula venceu o segundo turno com 50,90% dos votos, enquanto Bolsonaro obteve 49,10%.

Após a eleição, manifestantes bolsonaristas acamparam em frente a quartéis do Exército, incluindo o quartel-general em Brasília. O general Mário Fernandes visitou o acampamento e fez registros fotográficos.

Nesse período, Fernandes elaborou um documento intitulado "Planejamento - Punhal Verde Amarelo", que detalhava um plano de sequestro ou assassinato de Lula, Alckmin e Moraes.

Diálogo entre militares: O tenente-coronel Rafael Martins conversou com Mauro Cid sobre a localização das manifestações e discutiu os custos envolvidos.

Reunião no lar de Braga Netto: Os integrantes do grupo se reuniram para monitorar Moraes. Entre eles estavam Cid, Martins e Braga Netto.

Entre 21 e 23 de novembro de 2022, o coronel Bernardo Romão organizou reuniões para pressionar o comandante do Exército, enquanto a PF registrava interações entre Cid e outros membros do grupo.

Bolsonaro e as Forças Armadas: O presidente se encontrou com os comandantes das Forças Armadas e apresentou uma minuta de decreto com sugestões de estado de sítio.

Ataque à democracia: No dia da diplomação de Lula, bolsonaristas tentaram invadir a sede da PF e provocaram incêndios em Brasília.

Criação de um gabinete de crise: A operação clandestina realizada em 15 de dezembro de 2022 tinha como objetivo prender ou executar Moraes.

Viagem de Bolsonaro: O ex-presidente deixou o Brasil para a Flórida, evitando a posse de Lula.

No dia da posse, golpistas invadiram e destruíram as sedes dos Três Poderes em Brasília, promovendo um ataque sem precedentes à democracia brasileira.


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