organizações criminosas

Presídios humanizados são resposta ao crime organizado

Espaço de debate sobre temas emergentes da agenda socioambiental

Papo de Responsa oferece um espaço de reflexão e discussão sobre questões relevantes e contemporâneas.

Benefício do assinante: Você pode compartilhar até 7 acessos diários a conteúdos, permitindo que não assinantes leiam gratuitamente.

Benefício do assinante: Assinantes têm a oportunidade de liberar até 7 acessos diários a conteúdos da Folha.

Perfil do Autor

O autor, advogado e teólogo, é diretor do Ciema (Centro Internacional de Estudos do Método Apac) e foi premiado com o Prêmio Empreendedor Social 2017.

Análise da Dinâmica das Organizações Criminosas

A analogia entre o comportamento das organizações criminosas e a atuação das hienas revela como grupos se aproveitam das vulnerabilidades sociais. Essas criaturas, que vivem em bandos, utilizam astúcia e hierarquia para dominar o ambiente, explorando fraquezas tanto do meio quanto de seus membros.

No Brasil, as facções criminosas se inserem em ambientes de fragilidade, como prisões e comunidades carentes, onde a ausência do Estado e a falta de oportunidades favorecem o recrutamento de jovens e adultos.

Essas organizações, assim como as hienas, utilizam a violência e o controle territorial como instrumentos de poder, operando como verdadeiras empresas ilícitas, com hierarquia interna e divisão de responsabilidades, sustentadas principalmente pelo tráfico de drogas e armas.

Impactos da Criminalidade

O impacto dessas facções na sociedade é devastador. O medo e a violência corroem a confiança nas instituições, enquanto essas organizações se estabelecem como estruturas paralelas ao Estado, impondo uma "ordem" baseada no medo, frequentemente vista como mais eficaz por populações desassistidas.

Essa realidade amplifica desigualdades e compromete o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e segura.

Alternativas ao Sistema Prisional Convencional

As Apacs (Associações de Proteção e Assistência aos Condenados) surgem como uma alternativa eficaz para quebrar o ciclo de reincidência criminal e contribuir para a segurança pública.

Ao contrário do sistema prisional tradicional, que muitas vezes fortalece facções, as Apacs adotam um modelo que prioriza a valorização do ser humano, a disciplina e o acompanhamento integral dos sentenciados.

Através de trabalho, educação, e apoio psicológico, as Apacs criam um ambiente que enfraquece a lógica das organizações criminosas, favorecendo a mudança de mentalidade.

O Caminho para a Segurança Pública

A violação dos direitos humanos nas prisões alimenta o crime organizado, enquanto o modelo Apac aborda a raiz do problema, reduzindo a reincidência e os custos do sistema.

Investir na recuperação de presidiários é fundamental para a segurança pública. As Apacs não apenas recuperam indivíduos, mas também ajudam a romper o ciclo da criminalidade, oferecendo um caminho realista e eficiente para enfrentar as organizações criminosas.

Conclusão

A prevenção da reincidência é um dos maiores desafios da segurança pública no Brasil. Iniciativas como as Apacs representam uma abordagem viável para fortalecer a segurança da sociedade.

LINK PRESENTE: Assinantes podem liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia.

Vantagens de ser Assinante

Além do acesso a reportagens e colunas, assinantes recebem newsletters exclusivas e podem baixar o aplicativo gratuito da Folha para alertas de notícias. Sua assinatura contribui para um jornalismo independente e de qualidade.

Leia outros artigos desta coluna e explore opiniões e crônicas de diversos colunistas.


← Voltar para as notícias