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Presidente do PL defende união da direita em torno de Flávio Bolsonaro | Política

Presidente do PL defende união da direita em torno de Flávio Bolsonaro

Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, afirmou que a direita tem potencial para vencer a eleição no primeiro turno se houver união contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele acredita que, pelo menos na segunda etapa da eleição presidencial em outubro, essa aglutinação ocorrerá.

Durante suas declarações, Costa Neto destacou que o pré-candidato do partido ao Planalto, Flávio Bolsonaro, está em ascensão nas pesquisas e “tem tudo para fazer um governo melhor que o do pai”, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O dirigente mencionou que Flávio buscará apoio de lideranças da direita para superar divergências internas e convencer adversários a se unirem.

“Vamos nos unir depois. O ideal seria que nós nos uníssemos no primeiro turno”, enfatizou Valdemar em um evento com empresários em São Paulo.

Ele também ressaltou a importância da união, lembrando que a campanha será equilibrada e que não se pode perder votos como no passado. O presidente do PL citou como exemplo a escolha do general Walter Braga Netto como vice na campanha de 2022, que, segundo ele, não atraiu votos significativos.

As conversas sobre alianças estão em andamento, especialmente em um momento em que a oposição a Lula está fragmentada.

O bolsonarismo se apoia em Flávio Bolsonaro, enquanto o PSD considera três governadores filiados — Ratinho Junior, Ronaldo Caiado e Eduardo Leite — para a candidatura à Presidência. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, também lançou sua pré-candidatura.

Questionado por jornalistas, Valdemar minimizou a divisão na direita, mencionando que já está sendo feito um “ajuste” com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro para que ela supere divergências e se engaje na campanha.

O presidente do PL expressou confiança no apoio do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e do deputado federal Nikolas Ferreira. “Nunca existe um racha”, afirmou.

Valdemar alertou que, se a oposição perder a eleição em outubro, Bolsonaro poderá passar “mais oito anos trancado”. Ele enfatizou que a eleição de Flávio é crucial, pois, se não vencer, o ex-presidente permanecerá preso sem ter cometido crime algum.

O presidente do PL também mencionou que Flávio ainda não definiu os nomes para sua futura equipe econômica, mas recomendou que busque aqueles que auxiliaram seu pai, citando o ex-ministro Paulo Guedes.

Para Valdemar, é fundamental que Flávio apresente propostas econômicas claras que ressoem com os cidadãos, alertando que a falta disso pode dificultar o sucesso da campanha.

Antônio Rueda, presidente nacional do União Brasil, também participou do evento, mas evitou comprometer-se abertamente com o apoio a Flávio, afirmando que “é muito difícil” seu partido se alinhar com a esquerda. A federação entre União e PP ainda será discutida internamente.

Rueda reconheceu que Flávio possui “diferenciais visíveis em relação ao pai” e está avançando em sua “campanha leve”. Apesar de ter conseguido captar votos da direita, Flávio ainda está em processo de consolidação, segundo ele.

O presidente do União Brasil descartou a possibilidade de uma terceira via nas eleições e acredita que a disputa permanecerá polarizada. “Não consigo ver um candidato da terceira via transpor o desafio do segundo turno. O Flávio se consolidou muito, e o Lula também. Essa eleição é de quem errar menos”, concluiu Rueda.


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