Presidente do Irã diz que morte de Khamenei é “declaração de guerra”
Presidente do Irã classifica morte de Khamenei como “declaração de guerra”
01/03/2026 09h12
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que a morte do aiatolá Ali Khamenei representa um direito e uma obrigação da república islâmica. A confirmação do falecimento do líder supremo ocorreu neste sábado (28), durante ataques de EUA e Israel.
“A República Islâmica do Irã considera seu dever e direito legítimo vingar os responsáveis por este crime histórico”, declarou Pezeshkian em uma transmissão da TV estatal.
O presidente qualificou o ataque como uma “declaração de guerra contra os muçulmanos”.
A emissora exibiu imagens de arquivo do aiatolá, com uma faixa preta em sinal de luto, enquanto um apresentador, vestido em tons de marrom e preto, lia um comunicado oficial.
“A grande nação do Irã lamenta pela nobre alma do líder”, expressou o âncora, visivelmente emocionado.
O comunicado também mencionou que Khamenei faleceu durante o mês sagrado do Ramadã, descrevendo sua trajetória como a de uma autoridade religiosa “reverenciada”.
A TV informou que o líder supremo “provou o néctar do martírio” e “ascendeu aos céus”, acrescentando: “À Allah pertencemos e a Ele retornaremos”.
Durante a transmissão, a emissora não fez menção direta ao ataque que resultou na morte do líder, supostamente realizado por forças dos Estados Unidos e de Israel. A informação já havia sido divulgada anteriormente nas redes sociais pelo presidente americano, Donald Trump.
Em uma programação especial, a TV estatal repetiu trechos de discursos antigos de Khamenei e exibiu registros de cerimônias religiosas e encontros com autoridades. O governo iraniano decretou 40 dias de luto oficial e sete dias de feriado nacional.
O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica declarou que a morte do líder supremo apenas reforçaria a determinação do Irã em seguir seu caminho. O comunicado condenou as ações dos EUA e de Israel, prometendo retaliar a agressão.
Os Guardiões da Revolução, o exército ideológico do Irã, prometeram uma ofensiva “mais feroz da história” contra Israel e os Estados Unidos, após os ataques que provocaram a morte de Khamenei. “A operação ofensiva mais feroz da história das forças armadas da República Islâmica do Irã começará a qualquer momento contra os territórios ocupados e as bases terroristas americanas”, afirmaram os Guardiões em uma mensagem na plataforma Telegram.
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