Presidente do BRB: Faria Lima está “doida” pelos ativos do Master
Presidente do BRB comenta interesse por ativos do Master
O presidente do BRB (Banco de Brasília), Nelson Antônio de Souza, revelou a deputados do Distrito Federal que os ativos "valiosos" adquiridos do Master estão chamando a atenção de outros bancos. Ele afirmou que o objetivo dessas instituições é adquirir os títulos remanescentes a preços baixos.
Nelson destacou que esses ativos não serão vendidos no momento, pois o BRB pretende aguardar uma fase de "melhor valorização". O total adquirido pelo banco do Master, que não estava "podre", é estimado em R$ 10 bilhões.
A declaração foi feita em uma reunião com os parlamentares distritais na segunda-feira (2) e foi confirmada pela CNN por meio de fontes presentes no encontro.
Na pauta, a situação financeira do BRB e um projeto de lei que permite a transferência de imóveis do governo do DF para o banco público foram discutidos.
O BRB enfrenta um déficit que pode chegar a R$ 8 bilhões, conforme informações do presidente. Parte desse prejuízo está relacionada à compra de carteiras problemáticas do Master, com cerca de R$ 21 bilhões adquiridos da instituição liquidada.
Entre os ativos ainda "bons" adquiridos, estão incluídos cemitérios, bares de aeroporto e lojas, totalizando aproximadamente R$ 10 bilhões, valor que ainda está em auditoria.
Esses ativos têm potencial para cobrir o déficit do BRB, mas a venda deles não está nos planos imediatos da direção.
Nelson Antônio mencionou que a criação de um fundo especial com os ativos poderia ser uma alternativa. Ele enfatizou que "esses títulos do Master não serão negociados agora" e que talvez o fundo possa ser uma opção de recuperação.
Durante a reunião, o presidente também apresentou diversas alternativas para recompor o déficit do banco, incluindo a venda de subsidiárias, como a BRB Financeira, e a criação de uma empresa de internet banking.
O projeto de lei para transferir imóveis públicos do Distrito Federal para o BRB foi enviado pelo governo à CLDF (Câmara Legislativa do Distrito Federal). O governo de Ibaneis Rocha (MDB) está buscando aprovar a proposta rapidamente.
Deputados da oposição criticaram a falta de uma análise mais aprofundada sobre o tema, alegando que a proposta atual concederia "carta branca" para os gestores do banco em relação a terrenos públicos valiosos.
Alguns oposicionistas afirmaram que o presidente do BRB não apresentou informações financeiras suficientes, considerando o projeto uma "solicitação de voto de confiança" sem um planejamento concreto para a recuperação da liquidez.
Por outro lado, a base governista defendeu que o BRB detalhou seu plano de recuperação, afirmando que o banco não precisará vender os terrenos, pois acredita que conseguirá solucionar seu déficit antes de precisar recorrer ao valor dos imóveis.
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