Banco de Brasília

Presidente do BRB diz que sistema de bilhetagem pode parar sem terrenos do GDF

Presidente do BRB alerta sobre possível paralisação

O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, declarou nesta segunda-feira, 2 de março, durante uma reunião na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), que a instituição pode interromper suas atividades se o projeto de lei que permite a utilização de imóveis do GDF como garantia para empréstimos não for aprovado. Ele enfatizou que essa medida é crucial para evitar impactos diretos em programas sociais, no transporte público e na economia do Distrito Federal, além de ser vital para a sobrevivência do banco.

Conforme o dirigente, o BRB já começou a implementar um processo de ajuste interno, que inclui uma redução de mais de 50% nas despesas, revisão de contratos e cortes em patrocínios. Entre as ações mencionadas estão a rescisão de contratos, como o do campeonato de vela em Dubai, e iniciativas relacionadas ao Aeroporto Internacional de Brasília. A política de patrocínios também será reavaliada, priorizando atividades culturais e o apoio a atletas do DF.

Ao discutir as possíveis consequências da não aprovação do projeto, o presidente alertou que a paralisação do banco seria iminente. Ele listou efeitos diretos como a suspensão da transferência de renda de programas sociais que atendem mais de 400 mil beneficiários e a interrupção do sistema de bilhetagem do transporte público no DF.

Além disso, Nelson Antônio mencionou o risco de interrupções na entrega de medicamentos da farmácia de alto custo, no atendimento nos postos do Na Hora e nas operações de crédito imobiliário, rural e para micro e pequenas empresas. Ele destacou que até 6.800 empregos poderiam ser afetados, incluindo aposentados vinculados ao banco.

Defendendo a importância estratégica da instituição, o presidente ressaltou que o BRB atua há quase 60 anos no desenvolvimento econômico local. Ele acrescentou que, em um prazo de dez anos, bilhões deixariam de ser injetados na economia do DF, resultando em uma redução na oferta de crédito e uma queda na arrecadação de tributos.

Por fim, Nelson Antônio argumentou que estados que perderam seus bancos estaduais também perderam ferramentas de política econômica regional e autonomia na concessão de crédito. Para ele, a aprovação do projeto é decisiva para assegurar o papel estratégico do BRB na economia do Distrito Federal.


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