cnnbrasil

Presidente do BRB descarta federalização e privatização do banco

Presidente do BRB descarta federalização e privatização

O presidente do BRB (Banco Regional de Brasília), Nelson Antônio de Souza, afirmou, nesta segunda-feira (2), que as possibilidades de federalização e privatização estão definitivamente descartadas.

Essas opções têm circulado no mercado em meio à crise financeira da instituição, que pode estar enfrentando um rombo de R$ 8 bilhões.

Nelson Antônio participou de uma reunião na CLDF (Câmara Legislativa do Distrito Federal) para discutir um projeto de lei que visa transferir imóveis do Distrito Federal para o BRB, com o objetivo de aumentar o valor patrimonial do banco.

Para que isso aconteça, é necessária a autorização dos deputados distritais do DF. Durante o encontro, o presidente do BRB explicou o planejamento da operação com os imóveis e respondeu a questionamentos dos parlamentares sobre a situação financeira da instituição pública.

"Federalização e privatização estão descartadas. O BRB é um dos poucos bancos estaduais do país e um dos mais fortes. A ideia de privatização surge porque há grande interesse em adquirir um banco como o BRB, que é considerado uma 'joia da coroa'", declarou o presidente.

O BRB apresenta liquidez, mas precisa reforçar seu capital a curto prazo, conforme um relatório.

Haddad deve discutir uma viagem aos EUA com Lula nesta terça (3).

Após os recentes ataques ao Irã, a MSC enviou embarcações no Golfo para buscar abrigo.

Nelson Antônio e os deputados presentes na reunião, que ocorreu sem a presença da imprensa, apresentaram opções que o banco considera para recompor os prejuízos resultantes da compra de títulos podres do Master.

O Banco Central estabeleceu o dia 31 de março como prazo para que o BRB apresente os balanços com os dados de liquidez de 2025.

Estão sendo discutidas possibilidades, como a posse de imóveis do governo, a venda de subsidiárias (como a BRB Financeira), a criação de fundos especiais e a venda de ativos do Master que o BRB adquiriu.

Quanto aos ativos que não estão "podres", ou seja, que possuem algum valor, o presidente do banco afirmou que não pretende vendê-los por enquanto.

"Precisamos esperar o momento certo para comercializar os ativos do Master. Por enquanto, podemos criar um fundo especial com eles, mas a venda deve ser feita quando tivermos uma valorização melhor", afirmou Nelson Antônio.

Fontes presentes na reunião relataram que o presidente do BRB mencionou que "os bancos da Faria Lima estão muito interessados em comprar os títulos do Master que o BRB possui", pois, atualmente, estão bastante desvalorizados.

Conforme informações do CNN Money, os representantes do banco estimaram em cerca de R$ 10 bilhões o montante de ativos do Master que podem ser aproveitados. O valor final ainda depende de auditorias no BRB. Entre os ativos "bons" estariam cemitérios, bares de aeroporto e lojas anteriormente pertencentes ao Master.

O projeto de lei que pode autorizar a transferência de imóveis públicos do Distrito Federal para o BRB deve ser votado nesta terça-feira (3) na CLDF. O governo de Ibaneis Rocha (MDB) tem feito articulações intensas para viabilizar a votação rapidamente.

Deputados da oposição criticam a falta de uma análise mais aprofundada sobre o tema e argumentam que o texto atual da proposta — que permite que grandes terrenos públicos, com alto valor imobiliário, sejam transferidos ao BRB — seria uma espécie de "carta branca" para os gestores do banco.

Alguns oposicionistas afirmaram que o presidente do BRB não apresentou informações sobre os números da instituição, e que a reunião se baseou em um "pedido de voto de confiança", sem embasamento no planejamento para a recuperação da liquidez.

Por outro lado, a base governista na Câmara Distrital defende que o BRB expôs detalhadamente seu plano de recuperação e que o banco público não precisará vender os terrenos, pois, segundo a base de Ibaneis, o BRB conseguirá resolver seu rombo antes de ter que recorrer ao valor dos imóveis.

O rombo nas contas do BRB, provocado pela crise com o Master, pode ser superior à estimativa atual de R$ 6,6 bilhões, chegando a R$ 8 bilhões, conforme afirmou o presidente do Banco de Brasília. Auditorias ainda estão em andamento para definir o valor dos prejuízos.

*Sob supervisão de João Nakamura*


← Voltar para as notícias