Banco de Brasília

Presidente do BRB alerta deputados do DF para consequências de falta de socorro

Presidente do BRB alerta sobre riscos com falta de socorro

02/03/2026 15h43
Atualizado há 21 minutos

O presidente do BRB, Nelson de Souza, comunicou aos deputados do Distrito Federal que o funcionamento do banco pode ser comprometido se o projeto de socorro proposto pelo governo de Ibaneis Rocha (MDB) não for aprovado pela Câmara Legislativa. Segundo Souza, essa situação acarretaria implicações negativas para a execução de programas sociais, entrega de medicamentos, operações de crédito imobiliário e concessão de empréstimos a servidores públicos.

O projeto em questão visa fortalecer o capital do banco, considerando os prejuízos gerados pelos ativos herdados do Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central. Esses ativos foram recebidos em troca de uma carteira de crédito suspeita de fraude, totalizando R$ 12,2 bilhões. O BC estima que o BRB deverá enfrentar uma perda de R$ 5 bilhões.

No evento, Christine Lagarde, presidente do BCE, destacou a necessidade de monitoramento da situação econômica global.

Durante a reunião, o presidente da Câmara afirmou que o projeto tem como objetivo reforçar a segurança do sistema financeiro após a liquidação do Banco Master. Entre as alternativas apresentadas, estão a autorização para aporte direto do GDF e a possibilidade de um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ou instituições financeiras. O governo também oferece nove imóveis públicos que podem ser utilizados para garantir um aporte financeiro.

A aprovação desse projeto é crucial para a capitalização do banco, anunciada na semana anterior. A proposta, que será votada no dia 18, sugere um aumento do capital social de até R$ 8,8 bilhões, por meio da emissão de 1,675 bilhão de ações ordinárias.

Entretanto, há resistência entre deputados da base e da oposição quanto à proposta. Durante a apresentação, Souza rejeitou a ideia de que se trata de um “cheque em branco” para o governo, enfatizando que o projeto estabelece instrumentos legais para garantir a estabilidade e a solidez do banco.

Além disso, o presidente do BRB alertou que, se o projeto não for aprovado, o banco poderá parar de funcionar sob a perspectiva regulatória, o que impactaria diretamente diversas políticas públicas no Distrito Federal.

Souza mencionou que essa paralisação poderia resultar na interrupção imediata das transferências de renda dos programas sociais, afetando cerca de 400 mil beneficiários, além da suspensão da entrega de medicamentos de alto custo, da bilhetagem do transporte público, e das operações de crédito imobiliário, rural e para micro e pequenas empresas.

A reunião, que começou pela manhã, deve continuar ao longo da tarde. Até às 13h, apenas quatro dos quinze deputados inscritos haviam feito perguntas. Uma segunda reunião, inicialmente agendada para discutir o projeto, foi adiada para esta terça-feira.


← Voltar para as notícias