Presidente de Cuba confirma negociações com os EUA, em meio à crise energética
Presidente de Cuba confirma negociações com EUA, em meio à crise energética
Cuba manteve conversas com o governo dos EUA, afirmou o presidente cubano Miguel Díaz-Canel nesta sexta-feira (13), marcando a primeira vez que o país caribenho confirmou as especulações generalizadas sobre discussões com o governo Trump, em meio à grave crise energética.
Díaz-Canel disse que as conversas “visavam encontrar soluções por meio do diálogo para as diferenças bilaterais entre nossas duas nações. Fatores internacionais facilitaram essas trocas". Ele não deu detalhes sobre esses fatores, nem forneceu informações específicas sobre as conversas, às quais o presidente dos EUA, Donald Trump, já havia se referido anteriormente.
Questionada, a Casa Branca remeteu às declarações públicas de Trump sobre as discussões com Cuba, que, segundo ele, estavam sendo lideradas pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e tinham como objetivo pressionar por mudanças significativas nas políticas e na governança cubanas.
Trump sugeriu que os principais líderes cubanos fariam bem em evitar o destino do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, que foi deposto e preso em uma operação militar dos EUA em janeiro.
Pouco depois da declaração de Díaz-Canel, dois funcionários americanos disseram que Rubio e seus principais assessores se reuniram no final de fevereiro no Caribe com o neto do ex-líder cubano Raúl Castro, que acredita-se exercer influência no governo apesar de não ocupar um cargo oficial. *Fonte: Associated Press.
Díaz-Canel também confirmou que Cuba manteve negociações com os EUA, que foram marcadas por "obstruto desentendimento" que afetou o desenvolvimento energético da nação caribenha.
A crise energética afeta o povo cubano, que depende da ilha para o suprimento de combustível e outros produtos essenciais.
A presidente cubana destacou que as negociações com os EUA estavam em andamento há três meses e que a Cuba estava "trabalhando para encontrar soluções que beneficiem ambos os países".
A partir de agora, o país aumentará a cooperação com os EUA para superar as dificuldades energéticas enfrentadas, que agravaram a crise de saúde do país.
A notícia foi confirmada por o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, durante a sua visita ao Brasil, após a reunião com o presidente Lula.
A data de realização das negociações entre o governo de Cuba e os EUA não foi divulgada.
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