Presidente da CPMI explica por que quebra de sigilo de Lulinha ‘é importante’
Quebra de Sigilo de Lulinha é Defendida pelo Presidente da CPMI
O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS, destacou a importância da quebra de sigilo do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para elucidar suspeitas sobre desvios bilionários em recursos de aposentados. Em uma entrevista ao programa Ponto de Vista, da VEJA, Viana enfatizou que a comissão necessita de informações para determinar a inocência ou culpabilidade de Lulinha.
A votação que aprovou o pedido de quebra de sigilo foi marcada por confusão, com a base governista acusando fraude na contagem de votos. O senador rebateu essas alegações, afirmando que a votação foi realizada “com muita transparência” e que a contagem foi feita duas vezes. “Reafirmo e não mudo uma vírgula do que fiz naquele dia”, declarou.
Segundo Viana, sete parlamentares se manifestaram durante a votação, número insuficiente para barrar o requerimento. Ele acusou o governo de tentar “abafar a CPMI” e impedir o progresso das investigações, adotando uma estratégia de “tudo ou nada” para evitar a análise de pedidos sensíveis.
Referente a Lulinha, o senador afirmou que ele foi mencionado por uma testemunha, ressaltando a necessidade da quebra de sigilo. “Vamos citar claramente o filho do presidente Lula, porque era importante”, disse. Ele mencionou ainda a suposta mesada de R$ 300 mil, que estaria sendo investigada pela Polícia Federal.
Viana deixou claro que não fará julgamentos prévios sobre o envolvimento de Lulinha. “Não posso fazer juízo, absolutamente, dizer que ele tem envolvimento. Precisamos de dados”, afirmou. A quebra de sigilo bancário e fiscal é crucial para esclarecer os fatos, segundo ele.
O presidente da comissão também assegurou que o relatório final incluirá “todos os detalhes comprovados nas quebras de sigilo e nas oitivas”. Até o momento, há 11 pessoas presas, pedidos de prisão para 20 investigados e cerca de R$ 3,5 bilhões apreendidos em colaboração com a Polícia Federal e decisões do Supremo Tribunal Federal.
Apesar das controvérsias, Viana reiterou que a CPMI prosseguirá com “tecnicidade e transparência”, evitando que o colegiado se torne um palanque eleitoral. “Nós não vamos destruir a reputação de ninguém”, afirmou. Para ele, a população já tem uma noção do escândalo e espera que o relatório final traga respostas completas sobre os responsáveis pelo desvio de recursos do INSS.
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