Prefeitura de Rio Branco firma parceria com TRE-AC para alfabetizar eleitores
Prefeitura de Rio Branco e TRE-AC unem forças para alfabetização de eleitores
A Prefeitura de Rio Branco e o Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) estabeleceram, nesta segunda-feira (28), uma colaboração para implementar o “Projeto Eleitor Alfabetizado – Formando Cidadãos, Transformando a Sociedade”. A proposta busca alfabetizar jovens e adultos que ainda não sabem ler e escrever, promovendo inclusão social e fortalecendo a democracia através da qualificação do voto.
A cerimônia de assinatura do termo de cooperação ocorreu na sede do TRE-AC, com a presença do prefeito Tião Bocalom e do presidente do Tribunal, desembargador Júnior Alberto. O projeto tem como objetivo principal garantir que eleitores analfabetos adquiram o conhecimento necessário para entender propostas eleitorais, participar de decisões políticas e exercer o direito de voto de maneira consciente.
“Minha mãe foi alfabetizada aos 55 anos e sempre dizia: ‘agora estou enxergando, porque antes não era possível, eu era cega’. O eleitor é da mesma forma. Como é que ele vai escolher o seu representante se não consegue ler uma proposta do candidato? Por isso, esse trabalho é fundamental. Por meio da busca ativa, vamos até essas pessoas levando dignidade e direito, para que elas possam escolher bem os seus representantes,” enfatizou o prefeito.
Conforme informações do Cadastro Nacional de Eleitores, o Acre conta atualmente com 45.168 eleitores analfabetos. Na capital, Rio Branco, são 9.523 pessoas aptas a votar, mas que não dominam a leitura e a escrita. Esses dados revelam uma situação preocupante de exclusão social e política.
Para o TRE-AC, o analfabetismo é uma das barreiras mais significativas à cidadania plena. O desembargador Júnior Alberto destacou que a Justiça Eleitoral já possui um mapeamento dos eleitores analfabetos, e essa base de dados será utilizada para a formação das turmas do projeto, contando com o apoio da prefeitura na disponibilização de espaços e educadores.
“A Justiça Eleitoral possui a identificação no cadastro de quais são os eleitores que estão nessa situação. Encaminhamos o projeto e as relações para a Prefeitura, que vai atuar na implementação das turmas de alfabetização,” complementou o magistrado.
Educação como pilar da democracia
A alfabetização de adultos impacta diretamente na construção de uma sociedade mais justa. Além de ampliar as oportunidades no mercado de trabalho e melhorar a qualidade de vida, o acesso à educação permite que os cidadãos participem ativamente das decisões políticas e sociais.
Por outro lado, o analfabetismo limita o exercício da cidadania, dificulta o acesso a direitos básicos e intensifica a desigualdade. Especialistas apontam que eleitores que não sabem ler nem escrever tornam-se vulneráveis a manipulações, comprometendo sua autonomia política.
O projeto Eleitor Alfabetizado se apresenta, portanto, como um exemplo de responsabilidade cidadã da Justiça Eleitoral e do poder público municipal, promovendo não apenas a educação formal, mas também a conscientização política dos participantes.
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