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Prefeitos aumentam gastos com meio ambiente em anos de eleição, diz estudo

Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) demonstra que os gastos destinados ao meio ambiente nas prefeituras aumentam durante os anos eleitorais, mantendo-se elevados após o pleito. O estudo revela um fenômeno de "oportunismo político", vinculado ao alinhamento partidário do prefeito, e destaca que a exploração de recursos naturais supera os investimentos em preservação.

Introdução

A análise da UFPR aponta que o aumento dos gastos ambientais em anos eleitorais é um reflexo do comportamento político, onde prefeitos buscam ampliar seu apoio popular. O estudo sugere que, apesar do crescimento dos investimentos em meio ambiente, a exploração de recursos naturais ainda predomina.

Principais Tópicos

Oportunismo eleitoral

A pesquisa esclarece como o “oportunismo eleitoral” influencia os gastos ambientais nos municípios, revelando uma estratégia política em ano de eleição.

Investimentos em meio ambiente

Os dados mostram um aumento considerável nos investimentos em meio ambiente durante os anos eleitorais, destacando a importância desse fator na dinâmica política.

Conexão com o alinhamento partidário

A relação entre o “orçamento verde” e o alinhamento partidário dos prefeitos é fundamental para entender os padrões de investimento.

Contraste nas arrecadações

Apesar da duplicação das transferências federais de exploração de recursos naturais desde 2016, os investimentos municipais em preservação ambiental não acompanharam esse crescimento.

Próximos passos da pesquisa

A continuidade do estudo buscará analisar a influência da ideologia partidária na gestão ambiental e a efetividade dos investimentos em melhorar os indicadores ecológicos.

Oportunismo eleitoral

Esse fenômeno, conhecido entre os brasileiros, se refere à prática de políticos que, às vésperas das eleições, buscam aumentar seu respaldo público. A teoria dos ciclos políticos sugere que prefeitos organizam seus orçamentos para priorizar obras visíveis, como infraestrutura e saúde, no último ano de mandato.

A pesquisa da UFPR

Pesquisadores da UFPR decidiram investigar se essa lógica se aplica aos investimentos em meio ambiente, uma área que carecia de estudos nesse contexto. Eles analisaram dados de 4.970 municípios brasileiros entre 2007 e 2021, focando nas variações dos gastos ambientais no ano anterior, no ano da eleição e no ano subsequente.

O estudo, intitulado “Oportunismo eleitoral e despesas ambientais nos municípios do Brasil”, foi publicado em 20 de fevereiro na revista Cadernos de Gestão Pública e Cidadania, da FGV.

Resultados da pesquisa

Os resultados mostraram que os gastos com meio ambiente aumentam no ano eleitoral e permanecem altos no ano seguinte, enquanto no ano anterior não houve variações significativas. Mesmo representando menos de 1% do orçamento municipal, o meio ambiente se torna um instrumento de visibilidade eleitoral.

O estudo revela que essa prática não está diretamente ligada à reeleição do prefeito, mas sim ao alinhamento entre o prefeito e seu partido, influenciando a agenda do governo municipal.

Arrecadação e investimentos

Outro dado relevante é que as transferências federais relacionadas à exploração de recursos naturais dobraram desde 2016, enquanto os investimentos municipais em meio ambiente não acompanharam esse crescimento. Isso indica que a arrecadação com exploração supera o investimento em preservação.

O estudo propõe a institucionalização de metas e indicadores sobre o orçamento ambiental nos municípios, visando melhorar a gestão dos recursos.

Conclusão

Os próximos passos da pesquisa incluem a verificação do impacto da ideologia partidária na gestão ambiental e a avaliação da eficácia dos investimentos em melhorar indicadores ecológicos, contribuindo assim para um entendimento mais amplo sobre a relação entre política e meio ambiente.


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