Prefeito de Manaus ataca independência do TJAM na Operação Erga Omnes
Coluna da REVISTA CENARIUM
MANAUS (AM) – O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), fez críticas à independência do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) ao atribuir a responsabilidade pela Operação Erga Omnes ao governador do Amazonas, Wilson Lima (União), e ao senador Omar Aziz (PSD-AM). As declarações ocorreram durante uma coletiva de imprensa na segunda-feira, 23, em um hotel na Zona Sul da cidade, onde também anunciou sua pré-candidatura ao Governo do Amazonas. A jornalista Ana Pastana, da REVISTA CENARIUM, questionou Almeida sobre o tema.
“Ele [Wilson Lima] sabia da operação, sabia de tudo, que não tem teor jurídico. A decisão interlocutória não tem nem um argumento para mantê-la presa. Qual o motivo de Ana Bela estar presa? […] Não tem nem artigo, não tem nem qualificação. Isso aí é para me constranger”, afirmou Almeida sobre o governador. O prefeito ainda declarou: “Me senti intimidado e me senti ameaçado. Não poderia ficar ao lado de alguém que poderia usar algo para tentar me ameaçar”, referindo-se a Aziz.
No âmbito da investigação, os mandados judiciais foram expedidos pelo TJAM, que autorizou as ações da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), incluindo prisões e outras medidas cautelares.
A Operação Erga Omnes resultou em 24 mandados de busca e apreensão e 13 ordens de prisão contra uma organização criminosa acusada de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e possível infiltração em estruturas públicas, com movimentação financeira estimada em mais de R$ 70 milhões em quatro anos, em sete Estados.
Almeida alegou ser alvo de perseguição política e afirmou que a operação foi manipulada por adversários para prejudicar sua imagem. Ele comentou sobre a prisão de sua assessora pessoal, Anabela Cardoso Freitas, detida no contexto da operação.
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