Portinho busca aval de Bolsonaro para candidatura ao Senado, mas decisão é de Flávio
Portinho procura apoio de Bolsonaro para candidatura ao Senado
18/02/2026 16h51
Atualizado 6 dias atrás
Durante uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha, em Brasília, o senador Carlos Portinho (PL-RJ) expressou seu desejo de ser o candidato ao Senado pelo partido, especialmente após Flávio Bolsonaro (PL-RJ) decidir deixar a disputa para concorrer ao Palácio do Planalto. Segundo Portinho, o ex-presidente reconheceu sua pré-candidatura, mas destacou que a escolha dos nomes para a chapa do partido no Rio ficará a cargo de Flávio.
Portinho deixou o 19º Batalhão da PM do Distrito Federal, onde o ex-presidente se encontra detido, por volta das 13h. Antes, entre 8h e 10h, o senador Bruno Bonetti também se reuniu com Bolsonaro.
O senador informou que comunicou ao ex-presidente sua intenção de disputar uma das duas vagas ao Senado pelo Rio, posicionando-se como o representante do campo ideológico da direita no estado. No entanto, a competição no Rio ainda não é consensual. O governador Cláudio Castro (PL) é considerado um potencial candidato, além dos deputados federais Carlos Jordy (PL-RJ) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), que também estão se movimentando.
A oposição no Senado busca ouvir servidores após o vazamento de dados sobre membros do STF. O senador Izalci Lucas planeja apresentar um requerimento para discutir as repercussões da investigação e as medidas a serem adotadas.
Portinho afirmou que, embora não haja uma decisão firme, ele apresentou sua candidatura e que Bolsonaro reconhece que sua pré-candidatura representa o campo da direita. O ex-presidente afirmou que uma das vagas é de sua escolha direta, mas que é necessário conversar com Flávio para firmar o arranjo no estado.
Conforme o senador, a configuração estadual está ligada à estratégia presidencial. Bolsonaro reiterou que o foco do grupo é eleger Flávio à Presidência e ampliar a bancada conservadora no Senado, que é vista como crucial para o enfrentamento institucional a partir de 2027.
Portinho enfatizou que o objetivo é garantir uma maioria no Senado. Ele destacou a importância de ter senadores alinhados que possam investigar quando necessário.
Questionado se sua declaração era uma indireta a colegas de partido, como Jordy e Sóstenes, que enfrentam investigações recentes, Portinho negou.
Durante a conversa, Bolsonaro comentou que Flávio "está bem nas pesquisas" e discutiu a organização do palanque em vários estados. Em Santa Catarina, o cenário já estaria mais definido, segundo ele.
Portinho também revelou que, apesar da proximidade da deputada Carol de Toni com a família Bolsonaro, ela tem enfrentado dificuldades internas, com o grupo do governador Jorginho Mello buscando usar a segunda vaga para composições estratégicas.
Mais cedo, Bonetti também conversou com o ex-presidente e mencionou que o foco da conversa foi a composição para o Senado e o panorama eleitoral. Ele destacou que Bolsonaro está bastante interessado na questão do Senado.
Quanto ao estado de saúde de Bolsonaro, os senadores relataram que ele apresenta fragilidade física. Portinho afirmou que o ex-presidente está sob forte medicação e, durante a conversa, precisou de assistência médica.
Bonetti descreveu Bolsonaro como abatido, embora "bem de espírito", e observou que o ex-presidente está mais magro do que há seis meses, mas confiante de que a Justiça prevalecerá.
Apesar de estar em regime fechado desde novembro passado, aliados consideram que Bolsonaro continua sendo uma referência política nas decisões estaduais e na formação do cenário para 2026, especialmente nas disputas ao Senado, que ele considera uma prioridade estratégica. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, tem desempenhado um papel central nas articulações para os governos estaduais.
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