Por que revide do Irã contra aliados dos EUA no Oriente Médio levanta questões sobre capacidade de defesa americana
Reação do Irã Levanta Questões sobre Defesa Americana no Oriente Médio
O Irã lançou neste sábado (28/2) uma série de ataques aéreos contra aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio, em resposta a bombardeios realizados por Washington e Tel Aviv em seu território.
Os alvos incluíram Catar, Bahrein, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Jordânia, Iraque e Israel.
Teerã havia prometido uma "resposta esmagadora", enfatizando que as agressões ocorreram "mais uma vez durante as negociações" sobre seu programa nuclear.
Na manhã de sábado, o regime iraniano disparou mísseis contra Israel, confirmação feita pelo exército israelense, e também contra outras nações da região onde os EUA têm interesses militares.
A Guarda Revolucionária do Irã declarou que "todos os territórios ocupados e bases criminosas dos Estados Unidos foram atingidos pelos potentes impactos dos mísseis iranianos", prometendo que a operação continuaria até a derrota decisiva do inimigo.
Mais tarde, o corpo militar anunciou uma nova onda de ataques a bases americanas, conforme reportado pela AFP e pela televisão estatal iraniana.
A grandeza dos alvos desta resposta contrasta com a reação mais controlada de junho do ano passado, quando o Irã lançou apenas alguns mísseis contra bases dos EUA.
Segundo Frank Gardner, correspondente de segurança da BBC News, a situação atual é "mais grave e perigosa do que qualquer coisa anterior".
O ataque à base da Marinha dos EUA no Bahrein "evidenciou lacunas nas defesas aéreas", preocupando Washington e seus aliados, conforme apontado por Jonathan Beale, outro correspondente de segurança.
Apesar da superioridade militar americana, o número de mísseis e drones do Irã, que inclui milhares de mísseis balísticos, levanta dúvidas sobre a capacidade de Washington de bloquear ações contra seus interesses na região.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, reafirmou que o país tem o direito de se defender e comunicou a seus homólogos de diversos países que o Irã utilizaria "todos os seus recursos defensivos e militares".
Ele também ressaltou que esses países devem garantir que suas instalações não sejam usadas para ataques pelos EUA e Israel.
O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã declarou que o "inimigo" errou ao pensar que o povo iraniano se renderia a suas demandas por meio de ações covardes.
As forças armadas iranianas já iniciaram medidas de retaliação e se comprometeram a manter o povo informado.
Além disso, advertiram que operações dos EUA e Israel poderiam se intensificar em Teerã e outras cidades, pedindo à população que "mantenha a calma" e busque áreas mais seguras.
A Fars, agência de notícias oficial iraniana, informou que os objetivos incluíam as bases aéreas de Al Udeid no Catar, Ali Al Salem no Kuwait, Al Dhafra nos Emirados e a base naval da Quinta Frota dos EUA no Bahrein.
Em Israel, sirenes soaram em cidades como Jerusalém, onde as Forças de Defesa interceptaram mísseis iranianos.
Não houve relatos de feridos, mas as autoridades israelenses alertaram que "a defesa não é hermética", enfatizando a importância de seguir as diretrizes.
Nos Emirados Árabes Unidos, o Ministério da Defesa declarou que o país foi alvo de "um ataque flagrante" e que suas defesas aéreas interceptaram vários mísseis, embora os destroços tenham caído em uma zona residencial de Abu Dhabi, resultando na morte de um civil.
Imagens de testemunhas mostraram uma coluna de fumaça em Dubai, onde um incêndio foi controlado, deixando quatro feridos.
O governo dos Emirados condenou o ataque, classificando-o como uma "escalada perigosa".
A Arábia Saudita também confirmou ter sido atacada, condenando os "flagrantes e covardes ataques" e afirmando que tomará medidas para defender sua segurança.
Os EUA mantêm mais de 2.000 soldados na Arábia Saudita, com alguns destacados perto de Riad.
O coronel Saud Abdulaziz Al-Atwan, porta-voz do Ministério da Defesa do Kuwait, informou que a base aérea de Ali Al-Salem foi atingida por mísseis, mas as defesas do país conseguiram interceptá-los.
A Autoridade Pública de Aviação Civil do Kuwait anunciou que um drone atacou o Aeroporto Internacional do Kuwait, mas a situação estava sob controle.
Na Jordânia, as forças armadas derrubaram dois mísseis que visavam o território jordaniano, sem causar vítimas, apenas danos materiais.
De acordo com a Reuters, defesas aéreas americanas derrubaram um drone perto de uma base militar no Iraque, enquanto a AFP relatou explosões perto do consulado dos EUA na cidade.
Além disso, dois ataques aéreos contra uma base militar iraquiana que abrigava o grupo pró-Irã Kataeb Hezbollah resultaram em duas mortes, com o grupo prometendo retaliar contra os Estados Unidos.
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